Eleições EUA 2020

Internacional Eleição dos EUA se acirra em estados decisivos em meio a atos e prisões

Eleição dos EUA se acirra em estados decisivos em meio a atos e prisões

Em Nova York, Minneapolis, Denver e Portland, manifestantes foram presos pela polícia. Apoiadores de Trump pediram suspensão das apurações

  • Internacional | Do R7

Manifestante é abordado pela polícia na cidade de Portland, Oregon

Manifestante é abordado pela polícia na cidade de Portland, Oregon

Goran Tomasevic/Reuters - 04.11.2020

Em meio a protestos e prisões durante a noite de terça e início da madrugada de quarta-feira (5), as eleições americanas continuam acirradas por conta da pequena diferença de votos em estados decisivos para o resultado final. 

O candidato democrata Joe Biden está perto de vencer as eleições nos Estados Unidos, segundo as projeções. Porém, o republicano Donald Trump não está totalmente fora do páreo.

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As atenções estão voltadas para a contagem de votos em Nevada, Pensilvânia, Carolina do Norte e Geórgia, enquanto no Arizona, estado em que projeções de alguns da grande mídia deram a vitória a Biden, as distâncias entre os dois encurtaram. Ainda faltam os resultados do Alasca, que tem 3 delegados.

Estes são estados que ainda precisam ser decididos e que podem pender a balança para um lado ou para o outro nas eleições americanas.

Ontem à noite, as projeções terminaram com o democrata com 264 colégios eleitorais, enquanto o rival Donald Trump, que busca reeleição, tem 214.

Atos se estenderam pela madrugada de quinta-feira (5), como em Las Vegas, Nevada

Atos se estenderam pela madrugada de quinta-feira (5), como em Las Vegas, Nevada

Steve Marcus/Reuters - 05.11.2020

Com a vantagem de Biden, Trump e sua equipe já anunciaram que vão pedir recontagem de votos, principalmente nos estados de Michigan e Wisconsin, que garantiram que Biden disparasse. Também disseram que vão abrir processos na Pensilvânia para interromper o escrutínio e pressionar a Suprema Corte a intervir.

A campanha de Trump também pediu a localização e a invalidação de votos lançados após o prazo na Geórgia.

Protestos pelo país

Contagem de votos prossegue em estados decisivos

Contagem de votos prossegue em estados decisivos

Erik S. Lesser/EFE/EPA - 5.11.2020

Enquanto a incerteza de quem assumirá o cargo mais importante do mundo continua, milhares de americanos foram às ruas protestar. Há relatos de apoiadores de Donald Trump se dirigindo para os centros de contagem de votos nas cidades e pedirem para que a contagem seja interrompida, além de protestos em Nova York contra a administração de Trump.

Em Manhattan e Nova York, manifestantes marcharam pelas ruas ao redor do Washington Square Park, na área sudoeste da Big Apple, gritando "No Trump, No KKK (Ku Klux Klan), No Facist USA" e "Sem justiça, sem paz”, quando os policiais, andando de bicicleta, prenderam vários deles por ocuparem a estrada. Dezenas foram presos.

Além disso, várias pessoas foram detidas durante uma manifestação em Minneapolis (Minnesota), que já foi palco de graves distúrbios raciais entre o final de maio e junho, após o assassinato do afro-americano George Floyd.

Em Portland, a polícia prendeu 11 pessoas durante os protestos e apreendeu fogos de artifício, martelos e rifles. A governadora, Kate Brown, acionou a Guarda Nacional em resposta aos protestos de quarta-feira (4).

Em Denver, quatro pessoas foram presas depois de confrontos com a polícia, disse a organização.

Segundo a Reuters, há registros de pequenos e pacíficos protestos de apoiadores de Joe Biden por todo o país.

Volta ao acordo de Paris

O candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Joe Biden, enfatizou nesta quarta-feira que, se for eleito, reintegrará o país ao Acordo de Paris, após a saída ter sido efetivada nesta madrugada, passados três anos desde o anúncio feito pelo governo do republicano Donald Trump.

"Hoje o governo Trump abandonou oficialmente o Acordo de Paris. E, em exatamente 77 dias, um governo Biden voltará a aderir a ele", escreveu o ex-vice-presidente no Twitter.

A saída do acordo, que havia sido assinado em 2015 pelo governo do ex-presidente Barack Obama, do qual Biden era vice, representa o fim de todos os compromissos firmados pelos EUA para reduzir até 2025 as emissões de gases de efeito estufa entre 26% e 28% com relação aos níveis de 2005.

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