Internacional Emirados Árabes inauguram sua primeira embaixada em Israel

Emirados Árabes inauguram sua primeira embaixada em Israel

Evento é uma etapa-chave na normalização das relações entre os dois países, que chegaram a um acordo em agosto do ano passado

AFP
No evento de inauguração, o presidente Isaac Herzog afirmou que acontecimento é "histórico"

No evento de inauguração, o presidente Isaac Herzog afirmou que acontecimento é "histórico"

Amir Cohen / Reuters - 14.07.2021

Os Emirados Árabes Unidos abriram, nesta quarta-feira (14), sua primeira embaixada em Israel, em Tel Aviv, uma etapa-chave na normalização das relações entre ambos os países.

Essa nova missão diplomática, localizada no prédio da Bolsa de Valores de Tel Aviv, é a terceira de um país árabe no território israelense. Os primeiros foram Egito e Jordânia.

"Os Emirados Árabes Unidos e Israel são dois países inovadores. Podemos usar essa criatividade para trabalharmos juntos por um futuro mais próspero e estável para nossos países e para a região", declarou o embaixador dos Emirados em Israel, Mohamed Mahmud Fateh Ali Al Khaja, na cerimônia de inauguração.

Presente no evento, o presidente israelense, Isaac Herzog, foi além: "Este acordo histórico deve se estender para outros países que desejam a paz com Israel".

Os Emirados e Israel anunciaram a normalização de suas relações em agosto de 2020, sob o impulso do então presidente americano, Donald Trump.

O Bahrein, outra monarquia do Golfo, assim como Marrocos e Sudão, anunciaram recentemente a assinatura de acordos de normalização com Israel.

No final de junho, o novo ministro israelense das Relações Exteriores, Yair Lapid, viajou para Abu Dhabi. Lá, inaugurou a primeira embaixada israelense em um país do Golfo. O gesto foi celebrado pelos Estados Unidos, um grande e histórico aliado de Israel, mas muito criticado pelos palestinos.

Desde o partido Fatah (laico) de Mahmud Abas, até os islamitas do Hamas, os palestinos denunciaram esses acordos de normalização, descrevendo-os como "traição" dos países árabes, por considerarem que este tipo de processo teria que acontecer depois da resolução do conflito israelense-palestino.

Com os bombardeios de maio entre Israel e o movimento islamita armado palestino Hamas, a normalização passou por um "teste importante", comentou Yoel Guzansky, pesquisador do Instituto Nacional de Estudos de Segurança de Tel Aviv.

"Foi um sucesso, já que nenhum país cancelou os acordos, nem mesmo o Sudão ou o Marrocos", explicou.

Por outro lado, embora esses acordos ainda estejam em vigor, seu desenvolvimento desacelerou nos últimos meses, afirmou Guzansky.

Os Emirados aumentaram seus investimentos em Israel, mas também pretendem, a longo prazo, investir nos Territórios Palestinos, incluindo a Faixa de Gaza, onde o Catar (monarquia rival dos Emirados) distribui milhões de dólares em auxílio, disse nesta quarta-feira Abdullah Baqer, presiente do Israel-Emirates Business Council.

Últimas