Internacional Emissões de carbono são maiores do que dizem países, aponta estudo

Emissões de carbono são maiores do que dizem países, aponta estudo

Com diferenças de métodos encontradas por cientistas, países poderão ter de mudar suas metas de reduções de emissões

Com diferença nos métodos de aferição, países poderão ter de ajustar suas reduções de emissões

Com diferença nos métodos de aferição, países poderão ter de ajustar suas reduções de emissões

Pixabay

Cientistas anunciaram nesta segunda-feira (26) que detectaram uma grande diferença, igual ao valor aproximado de emissões anuais dos Estados Unidos, entre a quantidade de emissões que causam o aquecimento global reportada por países e a quantidade que chega à atmosfera de acordo com modelos independentes.

A lacuna de cerca de 5,5 bilhões de toneladas de dióxido de carbono por ano ocorre não por conta de erros cometidos pelos países. O motivo é devido às diferenças entre métodos científicos utilizados em inventários nacionais que são reportados pelos países sob o Acordo de Paris de 2015 de mudanças climáticas, e os métodos utilizados por modelos internacionais.  

"Se modelos e países falarem em línguas diferentes, a avaliação do progresso no clima será mais difícil", disse Giacomo Grassi, autor de um estudo sobre o assunto e autoridade científica do Centro de Pesquisas Conjuntas da Comissão Europeia. "Para abordar esse problema, precisamos encontrar uma maneira de comparar as estimativas". 

A diferença entre os números de emissões, explicada no estudo publicado nesta segunda-feira na Nature Climate Change, pode significar que alguns países precisam ajustar suas reduções de emissões. Por exemplo, os modelos nacionais feitos por Estados Unidos e outros países mostram mais territórios florestais capazes de sequestrar carbono do que os modelos independentes indicam.

O estudo conclui que as estimativas nacionais, que permitem definições mais flexíveis dessas áreas, mostram cerca de 3 bilhões de hectares de florestas administradas pelo mundo a mais do que os modelos independentes. 

O risco é que alguns países possam afirmar que suas florestas estão absorvendo grandes quantidades de emissões e não façam o bastante para cortar emissões de carros, residências e fábricas.

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