Internacional Empresa nuclear francesa monitora vazamento em unidade chinesa

Empresa nuclear francesa monitora vazamento em unidade chinesa

Companhia pediu ajuda dos EUA após perceber aumento na presença de gases nobres no circuito primário de um reator 

AFP
Empresa francesa alerta para risco de vazamento nuclear na China

Empresa francesa alerta para risco de vazamento nuclear na China

Bobby Yip/Reuters

A empresa nuclear francesa Framatome anunciou, nesta segunda-feira (14), que acompanha "a evolução de um dos parâmetros de funcionamento" da central de Taishan, no sul da China, depois que a rede americana CNN informou um possível vazamento radioativo nesta planta.

A central "está em seu domínio de funcionamento e de segurança autorizado", disse a Framatome, que participou da construção das instalações, em um comunicado à AFP. 

Com base em uma carta enviada pela Framatome, subsidiária da gigante do setor energético EDF, ao Departamento de Energia dos Estados Unidos, a CNN revela um possível "vazamento" nesta central, que conta com dois reatores EPR de tecnologia francesa. 

Os dois reatores de Taishan são, até o momento, os únicos reatores da EPR em funcionamento no mundo. Outras unidades desse tipo estão sendo construídas na Finlândia, na França e no Reino Unido. 

Posteriormente, a empresa EDF observou que foi registrado "um aumento da concentração de certos gases nobres no circuito primário do reator número um" da central de Taishan, em referência ao sistema de resfriamento. 

Entre os gases nobres, estão argônio, hélio, ou néon, de baixa reatividade química.

A presença desses gases no sistema "é um fenômeno conhecido, estudado e previsto nos processos de exploração dos reatores", acrescentou a EDF.

Ainda assim, o grupo francês disse ter convocado uma reunião extraordinária da entidade detentora da central para apresentar "todos os dados e as decisões necessárias".

Já a empresa que administra a central, o China General Nuclear Power Group (CGN), afirmou, em nota, que os indicadores ambientais estão "normais", sem fazer qualquer alusão às informações divulgadas pela CNN.

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