Internacional Equador: apoiado por Rafael Correa oficializa candidatura no CNE

Equador: apoiado por Rafael Correa oficializa candidatura no CNE

Embora o partido tenha conseguido inscrever Correa como candidato à vice-presidência, sua participação ainda não está garantida

  • Internacional | Da EFE

Andrés Arauz será candidato à presidência e Rafael Correa será seu vice

Andrés Arauz será candidato à presidência e Rafael Correa será seu vice

José Jácome/ EFE/ 27.08.2020

Os candidatos do movimento que reúne os seguidores do ex-presidente Rafael Correa oficializaram nesta quinta-feira (27) no órgão eleitoral o processo de aceitação de candidaturas à Presidência, Vice-Presidência e Assembleia Nacional (Parlamento) do Equador.

Um grupo de simpatizantes do correísmo desfilou esta manhã pelas ruas de Quito, a capital, desde a Avenida la Prensa até à sede do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), acompanhando Andrés Arauz, candidato presidencial pelo Centro Democrático (CD) e outros candidatos a outros cargos.

Leia mais: Ex-presidente do Equador, Correa concorrerá a vice em 2021

"Aceitamos a candidatura com grande honra para devolver a dignidade ao nosso país e que as famílias equatorianas possam ter dinheiro para alimentar seus filhos", disse Arauz após assinar sua indicação presidencial na CNE.

A dupla Andrés Arauz e Rafael Correa prevaleceu no último sábado nas primárias do movimento Centro Democrático, já que inicialmente o partido contemplava outro possível candidato à vice-presidência caso Correa fosse contestado.

A CNE estabelece que, após a conclusão dos processos de democracia interna em cada movimento político, os candidatos têm dez dias para formalizar a sua candidatura presencialmente na instituição.

Diante dessa disposição, Arauz, um economista de 35 anos, disse hoje: “Estamos aqui, por mais absurdo que pareça esse processo, no século XXI e em meio a uma pandemia, temos que vir pessoalmente”.

O candidato presidencial aludiu, assim, à exigência de que os candidatos às eleições apareçam fisicamente em um processo eleitoral que ocorre em meio à pandemia do coronavírus.

Participação de Rafael Correa ainda depende de resultado de julgamento

Participação de Rafael Correa ainda depende de resultado de julgamento

REUTERS/Eric Vidal/11.04.2019

Sem possibilidade de recurso

Rafael Correa, que vive na Bélgica desde que deixou o poder em 2017, foi considerado culpado de suborno e condenado a oito anos de prisão e desqualificação política pelo caso "Subornos 2012-2016", não compareceu hoje à CNE para confirmar a sua candidatura à vice-presidência.

O processo judicial que enfrenta o ex-presidente tem um recurso de cassação que poderá ser resolvido nas próximas semanas e, segundo os juristas, após sua conclusão, a sentença é considerada executória, ou seja, o caso não admite mais recurso judicial.

De acordo com o calendário eleitoral, de 18 de setembro a 7 de outubro, os grupos políticos devem concluir oficialmente o registro de candidatos na CNE.

Se a candidatura de Correa fosse registrada antes do encerramento do caso, o processo judicial poderia ser bloqueado temporariamente até depois das eleições, já que os candidatos têm imunidade durante o processo.

Arauz anunciou que "o Equador terá surpresas agradáveis ​​com a aceitação da candidatura à Vice-presidência de nosso colega Rafael Correa".

Candidatura incerta

undefined

Embora o Centro Democrático tenha conseguido inscrever Correa como candidato à Vice-Presidência, sua participação ainda não estaria assegurada, pois após o registro das indicações dos candidatos, o corpo eleitoral inicia um processo de revisão de requisitos e incapacidades, que termina no dia 7 de outubro. .

“O povo equatoriano deve estar atento a esta questão para que a participação de Rafael Correa não seja impedida e ele possa representar o povo equatoriano”, advertiu Arauz.

Correa é demandado pela justiça equatoriana em outro caso, o do sequestro do opositor Fernando Balda, na Colômbia em 2012. Quem quer que fosse seu Secretário Nacional de Inteligência (Senain), Pablo Romero, foi condenado em primeira instância a nove anos de prisão, o no último dia 14 de agosto.

Últimas