Equador vai investigar manejo de corpos por coronavírus

Familiares reclamaram nas redes sociais que os hospitais públicos têm sido incapazes de localizar os corpos dos mortos e de identificações erradas

Equador vai investigar manejo de corpos

Equador vai investigar manejo de corpos

Vicente Gaibor del Pino/Reuters - 8.4.2020

O presidente do Equador, Lenín Moreno, pediu na quarta-feira (9) uma investigação sobre como as autoridades lidaram com os corpos de vítimas do coronavírus em Guayaquil, o epicentro do surto no país, que está sobrecarregando os sistemas de saúde e sanitário.

Familiares se queixaram nas redes sociais que os hospitais públicos têm sido incapazes de localizar rapidamente os corpos de seus entes queridos e que em alguns casos os identificaram equivocadamente.

"Não permitiremos que ninguém seja enterrado sem ser identificado. Eles merecem um adeus com dignidade!", escreveu Moreno no Twitter.

O tuíte incluiu uma cópia de uma queixa formal contra supostas irregularidades apresentada por Jorge Wated, a autoridade estatal encarregada do manejo dos corpos durante a crise.

Crise em Guayaquil

A velocidade do surto em Guayaquil deixou corpos esperando nas casas, e em alguns casos até nas ruas, forçando as autoridades a armazenar cadáveres em contêineres refrigerados e mais tarde a abrir um cemitério para começar a enterrar os mortos, disseram moradores.

Até quarta-feira, o Equador tinha cerca de 4.450 casos da doença, 242 mortes confirmadas e outras 240 que se suspeita terem sido causadas pelo vírus.

Desses, 3.047 casos e 144 mortes ocorreram na província de Guayas, onde Guayaquil está localizado.

Na terça-feira, o ministro da Saúde do Equador, Juan Carlos Zevallos, disse que demitiu um funcionário que pediu dinheiro para cuidar dos restos mortais de uma vítima de um hospital público de Guayaquil.