Erro de digitação quase põe a perder acordo climático de Paris
Países concordaram em criar teto para as emissões de CO2 para conter o aquecimento global
Internacional|Do R7

Um desentendimento de última hora a respeito de um aparente erro de digitação no acordo climático global firmando na semana passada foi resolvido "em uma salinha" e graças à confiança conquistada durante as conversas, disse o ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, nesta terça-feira (15).
Após duas semanas de negociações intensas, o pacto quase descarrilou nas últimas horas, quando a palavra "devem", que implica uma obrigação, apareceu em um dos artigos no lugar de "deveriam".
Cortar emissões não vai atrasar, mas impulsionar a economia, dizem especialistasONU alerta que 2015 pode ser o ano mais quente já registrado
A alteração na hora H no artigo 4.4 do acordo da cúpula climática da ONU (Organização das Nações Unidas), conhecido como COP-21, cujo objetivo é limitar o aquecimento global criando um teto para as emissões de CO2, afirma que as nações desenvolvidas "devem" ter "alvos absolutos de redução de emissões em todo o espectro econômico", em vez de "deveriam", como nos rascunhos anteriores.
"Devem" seria inaceitável para os Estados Unidos, porque isso tornaria o artigo uma exigência legal e precisaria de ratificação do Senado, algo considerado quase impossível pelos negociadores.
"Deixamos absolutamente claro que cada texto, até este em particular, tinha um fraseado diferente, então não foi difícil para eles perceberem que alguém havia cometido um erro e assumirem a responsabilidade por ele", afirmou o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, na semana passada.
A Nicarágua e outros países emergentes tentaram insistir no 'devem' para fazer com que as nações ricas tomassem a dianteira. 'Deveriam' significa um nível de comprometimento muito menos oneroso.
Conheça o R7 Play e assista a todos os programas da Record na íntegra!













