Coronavírus

Internacional Escândalo da vacina no Peru: ex-presidente é acusado de 3 crimes

Escândalo da vacina no Peru: ex-presidente é acusado de 3 crimes

Martín Vizcarra pode responder por extorsão, crime contra administração pública e receber vantagem indevida

  • Internacional | Da EFE

Vizcarra alega que seria voluntário em teste clínico, mas universidade nega

Vizcarra alega que seria voluntário em teste clínico, mas universidade nega

Ernesto Arias / EFE - Arquivo

O Ministério Público do Peru iniciou uma investigação preliminar contra o ex-presidente Martin Vizcarra sob a acusação de três crimes, depois de ter sido revelado que ele recebeu a vacina contra o novo coronavírus do laboratório chinês Sinopharm que foi submetida a ensaios clínicos no país.

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O Ministério Público afirmou em comunicado que os procedimentos preliminares estão feitos porque o ex-chefe de governo é acusado de crime contra a administração pública, extorsão e negociação incompatível ou proveito do cargo que ocupava.

O Ministério Público acrescentou que interrogará o próprio político, a sua esposa, Maribel Díaz, e o chefe da equipe de investigação dos julgamentos Sinopharm no país, Germán Málaga. Também são alvos o ex-primeiro-ministro Walter Martos, a ex-ministra da Saúde Pilar Mazzetti e o ex-ministro das Relações Exteriores Mário López.

A Procuradoria também solicitou informações sobre o processo de testes da vacina à Universidade Peruana Cayetano Heredia (UPCH) e ao Instituto Nacional de Saúde (INS).

A defesa de Vizcarra

Vizcarra publicou um vídeo em suas redes sociais no qual se defendeu das acusações de ter recebido diretamente as doses do Sinopharm e reiterou sua versão de que era um dos voluntários nos ensaios clínicos no país, algo que a UPCH negou.

Apesar de ter pedido desculpas à população por não ter relatado sua participação nos testes, o ex-chefe de governo fez uma nova revelação, observando que ele não só participou com sua esposa, como já havia informado, mas também com seu irmão mais velho.

O ex-presidente argumentou que foi uma decisão pessoal de assumir o risco sanitário envolvido na aplicação de uma vacina experimental e negou que tenha mentido.

"Assumo minha responsabilidade nesse sentido e, por respeito aos cidadãos de meu país, peço sinceramente desculpas aos peruanos por não ter relatado esse fato naquele momento", declarou Vizcrra, que prometeu colaborar com as investigações. "Não cometi crime algum, e não houve aqui dano contra ninguém, muito menos contra o Estado", finalizou.

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