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Internacional Espanha, Itália e Alemanha vão ajudar EUA a retirar 15 mil afegãos

Espanha, Itália e Alemanha vão ajudar EUA a retirar 15 mil afegãos

Refugiados serão alojados em bases militares que o governo norte-americano tem em conjuntos com os países europeus

Agência EFE
Soldado espanhol ajuda no desembarque de família afegã resgatada em Cabul

Soldado espanhol ajuda no desembarque de família afegã resgatada em Cabul

Mariscal / POOL / AFP

Espanha, Itália e Alemanha se comprometeram a ajudar ao menos 15 mil pessoas que temem ser vítimas dos talibãs a deixarem o Afeganistão e serem reassentadas nos Estados Unidos, anunciou na segunda-feira (23) o porta-voz do Departamento de Estado americano, Ned Price.

"Alemanha, Itália e Espanha trabalharam corajosamente ao lado das tropas americanas e outros aliados da Otan no Afeganistão e agora continuam a ajudar o povo afegão, colaborando com nossos esforços para retirar afegãos em situação de risco", disse Price em entrevista coletiva.

O porta-voz não mencionou se haverá um limite de tempo para esta cooperação, nem especificou quantos refugiados serão retirados por cada país, embora tenha sido anunciado hoje que a Espanha deve receber 4 mil colaboradores afegãos dos EUA por até duas semanas.

Price explicou que os refugiados serão alojados temporariamente nas bases militares que os EUA têm em conjunto com esses países europeus. No caso da Espanha, os afegãos ficarão nas de Morón (Sevilha) e Rota (Cádiz).

Cerca de 5 mil afegãos já estão alojados na base de Ramstein, na Alemanha, entre eles muitas crianças, de acordo com o jornal militar americano "Stars and Stripes".

O objetivo, de acordo com Price, é que Espanha, Itália e Alemanha possam receber temporariamente 15 mil afegãos "de maneira contínua", ou seja, quando um grupo de refugiados deixar esses países rumo aos EUA, suas vagas podem ser ocupadas por mais refugiados.

Outros países, como Bahrein, Colômbia e Kuwait, também estão ajudando os EUA a retirar afegãos que temem ser alvo dos talibãs por terem colaborado com tropas internacionais ou se envolvido em atividades condenadas pelos extremistas islâmicos, como educação para mulheres.

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