Internacional Esposa de sueco que será executado no Irã pede ajuda à União Europeia

Esposa de sueco que será executado no Irã pede ajuda à União Europeia

Ahmadreza Djalali, acusado de espionagem, poderia ser enforcado no sábado (21), o que não aconteceu

AFP
Manifestação neste sábado (21), em Estocolmo (Suécia), contra a execução de Ahmadreza Djalali no Irã

Manifestação neste sábado (21), em Estocolmo (Suécia), contra a execução de Ahmadreza Djalali no Irã

Anders Wiklund/TT News Agency/AFP - 21.05.2022

A esposa do universitário de nacionalidade iraniana e sueca Ahmadreza Djalali, acusado de espionagem e ameaçado de execução no Irã, pediu neste sábado (21) ajuda à União Europeia (UE) para a libertação de seu marido, durante uma entrevista à emissora pública alemã ZDF. 

"Espero que a UE possa agir realmente de forma decisiva para trazer Ahmadreza para casa", disse, em trechos da entrevista transmitida pela ZDF. 

A UE não deve "permitir que um homem inocente seja assassinado de forma tão desumana", acrescentou.

Segundo a mídia iraniana, ele poderia ser enforcado no sábado, e os funcionários iranianos disseram que executariam a sentença.

Mas, segundo sua esposa, Vida Mehrannia, a execução não ocorreu.

Djalali pode ser executado no Irã

Djalali pode ser executado no Irã

Anistia Internacional/AFP

O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos pediu na terça-feira (17) a Teerã que detivesse a execução e exigiu a revogação de sua condenação.

Ahmadreza Djalali, que estava radicado em Estocolmo, onde trabalhava no Instituto Médico Karolinska, foi detido durante uma visita ao Irã em 2016. 

Ele foi condenado à morte em 2017 por acusações de espionagem, negadas pela Suécia e seus partidários.

Em fevereiro de 2018, durante sua detenção, a Suécia lhe deu a nacionalidade.

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