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Internacional Estado Islâmico assume autoria de atentado que deixou 39 mortos na Tunísia

Estado Islâmico assume autoria de atentado que deixou 39 mortos na Tunísia

Turistas britânicos, alemães e belgas que aproveitavam a praia estão entre as vítimas

Estado Islâmico assume autoria de atentado que deixou 39 mortos na Tunísia

Após um homem armado disfarçado de turista abrir fogo nesta sexta-feira (26) contra hóspedes de um hotel na Tunísia e matar 39 pessoas,o Estado Islâmico reivindicou o atentado. Entre os mortos estão turistas britânicos, alemães e belgas que aproveitavam a praia, num atentado reivindicado pelo Estado Islâmico.

Turistas aterrorizados correram em busca de refúgio depois do início dos tiros e de uma explosão no hotel Imperial Marhaba na cidade de Sousse, 140 km ao sul da Túnis, antes de a polícia matar o homem a tiros, disseram testemunhas e autoridades de segurança.

Os corpos de vários turistas caíram sobre a areia e estavam cobertos com toalhas amarelas e cobertores entre as espreguiçadeiras brancas de plástico. Manchas de sangue foram vistas nos degraus de pedra que levam à área principal do hotel.

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"Aqui sempre foi um lugar seguro, mas hoje foi um horror", disse um turista irlandês, que deu apenas seu primeiro nome, Anthony. "Ele (atirador) começou na praia e foi à recepção, matando a sangue frio."

O ataque aconteceu durante o mês muçulmano sagrado do Ramadã e no mesmo dia em que um corpo decapitado e coberto de palavras escritas em árabe foi encontrado na França, um homem-bomba matou duas dezenas de pessoas numa mesquita no Kweit e pelo menos 145 civis teriam sido mortos por militantes do Estado Islâmico no norte da Síria.

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Numa mensagem publicada nas redes sociais, o Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelo atentado na Tunísia e exortou seus seguidores a intensificar os ataques durante o Ramadã.

Contas no Twitter que apoiam o Estado Islâmico divulgaram três fotos que dizem mostrar o atirador. Um homem é visto de costas caminhando numa rua e segurando uma arma, mas sua identidade e o local não foram revelados.

"Nosso irmão, o soldado do Califado, Abu Yihya al-Kairouni, atingiu seu alvo, o hotel Imperial, apesar das medidas de segurança", segundo a mensagem.

A declaração dizia ainda que o grupo tinha atacado um "bordel" e matado 40 "infiéis".

O corpo do atirador de Sousse, que portava um fuzil Kalashnikov, ficou caído no local em que ele foi morto.

"Um atirador abriu fogo contra turistas e tunisianos com um Kalashnikov na praia do hotel", afirmou um empregado do hotel presente à cena. "Era só um agressor. Era um homem jovem usando shorts, como se ele mesmo fosse um turista."

Rafik Chelli, autoridade do alto escalão do Ministério do Interior, declarou que o homem era um estudante desconhecido das autoridades e que não constava em nenhuma lista de suspeitos.

O atirador ainda lançou um explosivo, relataram testemunhas. Uma fonte de segurança disse que outra bomba foi encontrada em seu corpo.

"CORRAM, CORRAM, CORRAM!"

Foi o segundo grande atentado na Tunísia neste ano, depois que homens armados invadiram o Museu Bardo, em Túnis, e mataram 21 visitantes estrangeiros.

Um comunicado do Ministério da Saúde afirmou que cidadãos britânicos, alemães e belgas estavam entre os 39 mortos. O ministro da pasta disse a uma rádio francesa que outras 36 pessoas ficaram feridas no tiroteio.

Pelo menos cinco britânicos também estão entre os mortos, disse o ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Philip Hammond. A chancelaria da Irlanda afirmou que pelo menos um irlandês foi morto.

A irlandesa Elizabeth O'Brien, que estava hospedada num hotel vizinho com seus dois filhos, disse que as pessoas entraram em pânico quando os disparos começaram na praia.

— Eu honestamente pensei que eram fogos de artifício e, em seguida, quando eu vi as pessoas correndo... Eu pensei, meu Deus, é um tiroteio. Os garçons e os seguranças na praia começaram a dizer 'Corram, corram, corram!'"

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