Internacional Estado Islâmico reivindica ataque contra cerimônia em Jidá

Estado Islâmico reivindica ataque contra cerimônia em Jidá

Pelo Telegram, grupo afirmou que terroristas jogaram explosivos contra diplomatas e que várias pessoas foram feridas, mas não deu detalhes

Cerimônia tinha presença de diplomatas europeus

Cerimônia tinha presença de diplomatas europeus

Amel Pain/EFE/EPA

O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) reivindicou nesta quinta-feira (12) a autoria do ataque cometido no dia anterior, em um cemitério na cidade de Jidá, na Arábia Saudita, durante uma cerimônia de celebração do armistício da Primeira Guerra Mundial, que contava com a presença de diplomatas europeus.

"Um grupo de soldados do califado conseguiu colocar um explosivo no cemitério ontem, no bairro de Al Balad, na cidade de Jidá, depois que se reuniram vários cônsules dos países cruzados", palavra usada para se referir a ocidentais, afirmou um comunicado do EI divulgado no Telegram.

A nota explica que os combatentes do EI "detonaram o artefato contra eles", o que deixou "vários feridos", sem dar mais detalhes.

O ataque ocorreu durante a cerimônia anual no cemitério não muçulmano de Jidá, organizada pelos consulados de vários países. De acordo com um comunicado da embaixada da França na Arábia Saudita, um explosivo foi detonado contra os participantes do evento.

O porta-voz oficial da província de Meca, Sultan al Dosari, declarou em comunicado que um funcionário do consulado da Grécia e um segurança saudita ficaram levemente feridos.

Os ataques reivindicados pelo Estado Islâmico não são comuns na Arábia Saudita.

Ataques contra a França

Este é o segundo ataque em Jidá contra diplomatas europeus em duas semanas. No dia 29 de outubro, um homem esfaqueou um segurança no consulado da França na cidade. Até o momento, esse ataque não foi reivindicado por nenhuma organização.

Ambos ocorreram em meio a um boicote muçulmano contra a França iniciado há mais de duas semanas, depois que o presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu a liberdade de expressão após o assassinato de um professor que mostrou caricaturas de Maomé em sala de aula.

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