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Internacional Estado Islâmico reivindica ataque que matou 27 no Afeganistão

Estado Islâmico reivindica ataque que matou 27 no Afeganistão

Grupo jihadista afirma que executou o atentado em Cabul que, além dos mortos, deixou 55 feridos, durante um ato com a presença do presidente

  • Internacional | Da EFE

Soldados britânicos guardam local onde aconteceu o atentado em Cabul

Soldados britânicos guardam local onde aconteceu o atentado em Cabul

Hedayatullah Amid / EPA - EFE - 6.3.2020

O grupo Estado Islâmico assumiu, através de sua agência de notícias, a "Amaq", a autoria de ataque que matou 27 pessoas e deixou outras 55 feridas durante um evento em Cabul, no Afeganistão, onde estava o primeiro-ministro do país, Abdullah Abdullah, entre outras autoridades, nesta sexta-feira (6).

Nos canais oficiais dos jihadistas, um comunicado foi difundido e já teve a autenticidade comprovada. Os terroristas apontam que foram os responsáveis pela ação direcionada ao ato em lembrança pelo aniversário da morte do líder da comunidade xiita hazara, Abdul Ali Mazari.

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De acordo com o EI, foram utilizadas metralhadoras, granadas de mão, foguetes RP-3, além de explosivos.

Autoridades eram alvos

Além de Abdullah, chefe de governo e candidato derrotado nas eleições presidenciais, outros políticos importantes do país estavam no local, segundo afirmou o Ministério do Interior afegão. A pasta informou à Agência Efe que todas as autoridades foram retiradas de onde o evento era realizado e levadas para local em segurança.

Mais cedo, um porta-voz dos talibãs, identificado como Zabihullah Mujahid, já havia descartado que os insurgentes locais estivessem por trás da ação, em postagem no Twitter.

O incidente acontece em meio a um momento crucial para o Afeganistão, depois de acordo entre os Estados Unidos e talibãs, que é considerado uma abertura de caminho para o avanço das negociações de paz entre os rebeldes e o governo do país asiático.

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