Internacional Estados Unidos se desculpam por ataque que matou 10 civis afegãos

Estados Unidos se desculpam por ataque que matou 10 civis afegãos

Secretário de Defesa declarou, em nota, que o país vai aprender com o erro terrível cometido pela ação dos drones

AFP
Secretário de Defesa dos Estados Unidos classificou o ataque como "erro terrível"

Secretário de Defesa dos Estados Unidos classificou o ataque como "erro terrível"

ANDREW HARNIK / POOL / AFP

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, se desculpou nesta sexta-feira (17) pelo ataque em Cabul no qual morreram dez civis antes da retirada do exército americano do Afeganistão.

"Ofereço minhas mais profundas condolências aos familiares dos falecidos", declarou em nota na qual admitiu que o homem atacado era "apenas uma vítima inocente, com os demais tragicamente assassinados".

"Pedimos desculpas e trabalharemos para aprender com este erro terrível", acrescentou pouco depois de o Exército americano admitir que o ataque com drones foi um erro.

"Nenhum exército se esforça tanto quanto o nosso para evitar baixas civis. Quando temos motivos para crer que ceifamos vidas inocentes e, se for verdade, o admitimos", disse.

Mais cedo, o Exército dos Estados Unidos admitiu ter cometido um "erro" ao lançar o ataque contra supostos militantes do grupo Estado Islâmico (EI) em 29 de agosto na capital afegã.

Leia mais: Talibã acha R$ 64 milhões na casa de ex-membros do governo afegão

O chefe do Comando Central dos Estados Unidos, general Kenneth McKenzie, disse que o ataque tinha como alvo uma suposta operação do EI contra o aeroporto de Cabul sobre a qual a Inteligência americana tinha uma "certeza razoável". "O ataque foi um erro trágico", disse McKenzie aos jornalistas depois de uma investigação.

No entanto, "é pouco provável que o veículo e os mortos estivessem vinculados ao grupo extremista EI-Khorasan" ou que fossem "uma ameaça direta para as forças americanas", declarou McKenzie, comandante das forças americanas no Afeganistão até sua retirada definitiva dos Estados Unidos. "O ataque foi um erro trágico", disse à imprensa.

Últimas