Internacional Estudantes ampliam protestos na França e são reprimidos pela polícia

Estudantes ampliam protestos na França e são reprimidos pela polícia

Centenas de escolas foram bloqueadas e, em Paris, policiais obrigaram estudantes a se ajoelharem e serem algemados, causando indignação

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Multidão de estudantes protesta na França

Multidão de estudantes protesta na França

Benoit Tessier/Reuters/07-12-18

A reforma educacional proposta pelo presidente da França, Emmanuel Macron, e aprovada pelo Senado e pela Câmara em fevereiro último, voltou a ser motivo de fortes protestos, no rastro das manifestações lideradas pelos coletes amarelos nas últimas semanas.

Cerca de 700 pessoas foram presas nesta sexta-feira (7), durante os protestos, feitos por meio de manifestações na rua e bloqueios de 280 escolas de Ensino Médio em todo o país.

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Uma imagem na qual policiais obrigam 153 estudantes a se ajoelharem para serem algemados, no liceu Saint-Exupéry, em Mantes-la-Jolie, periferia de Paris, se espalhou pelas redes sociais, causando revolta do público.

Desde a aprovação das reformas, o meio estudantil, sindicatos, associações de escolas e profissionais ligados à Educação vêm se manifestando contra as medidas, que alteram as regras do acesso às universidades públicas, dando a elas um poder maior de seleção dos estudantes aprovados.

A base da aprovação será as notas acadêmicas dos concorrentes a uma vaga, o que, segundo os opositores, restringe mais o acesso ao ensino superior. Também no ensino médio houve mudanças bastante criticadas por, segundo os manifestantes, aumentarem a desigualdade social.

Coletes amarelos

A revolta dos estudantes ganhou fôlego após a mobilização dos chamados coletes amarelos que, ao saírem às ruas, desde 17 de novembro último, para protestar contra o aumento do imposto sobre o diesel e a gasolina, aglutinaram uma série de setores em torno do descontentamento com o governo Macron.

Está prevista para este sábado (8) mais uma manifestação intensa do grupo, mesmo com o governo tendo cedido e voltado atrás na medida relativa aos combustíveis.

A polícia, que espera atos de violência, como em manifestações anteriores, já alertou comerciantes para que não abram seus negócios na região mapeada pela prefeitura, que deverá ser palco dos protestos. O turismo também deve ser afetado na região.

Entre as áreas vulneráveis, as autoridades incluem a avenida Champs-Elysées e o leste da cidade, como a Place de la Bastille, a Boulevard Voltaire, a Place de la Republique.

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