Coronavírus

Internacional EUA aprovam 3ª dose de vacina em imunodeprimidos e transplantados

EUA aprovam 3ª dose de vacina em imunodeprimidos e transplantados

Para conter propagação da variante Delta, agência norte-americana autorizou uso emergencial da Pfizer e Moderna 

  • Internacional | Do R7, com AFP

3ª dose de vacinas Pfizer e Moderna serão aplicadas nos Estados Unidos

3ª dose de vacinas Pfizer e Moderna serão aplicadas nos Estados Unidos

Johan Nilsson/TT News Agency via Reuters - 17.02.2021

A FDA (agência sanitária dos Estados Unidos) autorizou, na noite de quinta-feira (12), a aplicação emergencial da terceira dose das vacinas contra a covid-19 da Pfizer e da Moderna em pessoas transplantadas e imunodeprimidas, aquelas com sistema imunológico debilitado. A ação visa conter a propagação da variante Delta, por lá.  

"O país entrou em outra onda da pandemia da covid-19, e a FDA está especialmente consciente de que as pessoas imunodeprimidas correm um risco especial de sofrer uma doença grave", declarou a comissária em exercício da agência, Janet Woodcock, em um comunicado.

A FDA disse que esta terceira dose adicional é indicada para receptores de transplante de órgãos sólidos, ou aqueles com sistema imunológico debilitado. Alguns veículos da imprensa local sugerem que um milhão de americanos receberam o reforço do imunizante, sem autorização, na tentativa de aumentar sua proteção contra a covid-19.

"As pessoas totalmente vacinadas estão adequadamente protegidas e não precisam de uma dose adicional da vacina anticovid-19 no momento", frisou Woodcook.

No começo de agosto, os Estados Unidos rejeitaram um pedido da OMS (Organização Mundial da Saúde) pela interrupção da vacinação de reforço, para ajudar a compensar a desigualdade na distribuição de doses entre os países ricos e os países pobres.

Mais de 619 mil pessoas morreram nos EUA de covid-19, e o número de casos aumentou de forma considerável nos últimos meses, devido à propagação da variante Delta.

O programa de vacinação por lá se desacelerou, sobretudo, nas regiões mais conservadoras do Sul e do Centro-Oeste, assim como entre os mais jovens, a população de baixa renda e as minorias raciais.

"No momento, para além dos imunodeprimidos, não vamos dar reforço nas pessoas", disse o principal conselheiro para covid-19 nos Estados Unidos, dr. Anthony Fauci, em entrevista à emissora de televisão NBC na quinta-feira.

"Mas vamos fazer um monitoramento muito cuidadoso e, se for necessário, estaremos preparados para aplicar. Inevitavelmente, haverá um momento em que teremos que dar reforços", completou.

As vacinas contra covid-19 são gratuitas e estão disponíveis nos Estados Unidos, mas apenas metade da população tem o esquema de vacinação completo.

Em julho, o presidente Joe Biden anunciou que todos os funcionários públicos federais têm de estar vacinados, ou apresentar exames que mostrem que não foram infectados com o coronavírus.

Neste momento, o país registra um aumento nas internações por casos ligados à covid-19. Também houve um avanço no número de casos, a uma média diária de mais de 100.000, devido à disseminação da variante Delta. Este nível não era visto desde a onda do último inverno (verão no Brasil).

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