EUA chamam tiroteio de 'ato terrorista' e expulsam 21 sauditas

Procurador-geral dos EUA diz que atentado que deixou 4 mortos em base militar da Flórida em janeiro, foi terrorismo e anuncia expulsão de 21 sauditas

William Barr (no pódio) mostra provas coletadas durante a investigação do tiroteio

William Barr (no pódio) mostra provas coletadas durante a investigação do tiroteio

Tom Brenner / Reuters - 13.1.2020

O procurador-geral dos EUA, William Barr, afirmou nesta segunda-feira (13) que o tiroteio que deixou 4 mortos em uma base da Marinha em Pensacola, na Flórida, em dezembro do ano passado foi um ato terrorista.

Em 6 de dezembro, Mohammed Alshamrani. segundo-tenente da Força Aérea da Arábia Saudita abriu fogo dentro de um prédio da academia da Marinha em Pensacola, onde era aluno. Ele matou três marinheiros antes de ser baleado por seguranças do campus e morrer.

Barr anunciou que após investigações da Marinha e do Departamento de Justiça, 21 alunos sauditas que também estudavam na academia serão expulsos dos EUA ainda nesta segunda-feira.

'Material ofensivo'

O procurador-geral afirmou que não há indícios de que os alunos soubessem que o tiroteio aconteceria ou que tivessem colaborado com o atirador. Alshamrani chegou a postar em uma rede social, três meses antes do atentado, que "a contagem regressiva" havia começado.

"Descobrimos que essas 21 pessoas que estavam em treinamento dos EUA estavam de posse de material ofensivo. Desse grupo, 17 tinham perfis em redes sociais com conteúdo jihadista ou anti-EUA. Eles não estavam necessariamente  envolvidos com grupos ou atividades terroristas", contou Barr em uma coletiva.