Internacional EUA classificam Instituto Confúcio como missão estrangeira da China

EUA classificam Instituto Confúcio como missão estrangeira da China

Nascido como uma versão chinesa do British Council, da Aliança Francesa ou do Instituto Cervantes, a entidade está presente em inúmeras universidades 

Inauguração do Instituto Confúcio na Universidade de Zaragoza, na Espanha

Inauguração do Instituto Confúcio na Universidade de Zaragoza, na Espanha

TONI GALAN/ EFE/ 07.06.2017

O Departamento de Estado dos EUA classificaram nesta quinta-feira o Instituto Confúcio como uma missão estrangeira da China, obrigando a entidade a se registrar como tal e acudando-a de fazer "propaganda global" de Pequim, em um novo episódio de tensão com o país asiático.

"O Instituto Confúcio é financiado pela República Popular da China e faz parte do aparelho de propaganda e influência global do Partido Comunista Chinês", informou o secretário de Estado, Mike Pompeo, em comunicado.

Pompeo ressaltou que o governo do presidente Donald Trump "priorizou buscar um tratamento justo e recíproco" para a China.

"A República Popular da China se aproveitou da abertura dos EUA para realizar esforços e operações de influência em grande escala e bem financiados neste país", acrescentou.

Atualmente, o Instituto Confúcio está presente em mais de 60 instituições de ensino nos Estados Unidos. O primeiro foi fundado em Seul, na Coreia do Sul, em 2004. Depois, o centro de ensino de mandarim se espalhou por 513 cidades de 140 países.

Nascido como uma versão chinesa do British Council, da Aliança Francesa ou do Instituto Cervantes, o Instituto Confúcio é visto por alguns como uma presença obrigatória na cultura mundial, dada a importância do mandarim, mas críticos o consideram um "cavalo de Troia" do governo chinês.

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