Internacional EUA cogitam sanções contra empresas de petróleo da Venezuela

EUA cogitam sanções contra empresas de petróleo da Venezuela

Para aumentar pressão contra Maduro, candidato a reeleição, algumas medidas podem ser adotadas antes da eleição de abril

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EUA cogitam sanções a petrolífera para pressionar Maduro

EUA cogitam sanções a petrolífera para pressionar Maduro

Reuters / Marco Bello / 27.2.2018

O governo dos Estados Unidos cogita impor sanções contra uma empresa de serviços petrolíferos da Venezuela comandada pelos militares para aumentar a pressão sobre o presidente Nicolás Maduro, disse uma autoridade dos EUA na quarta-feira (28). Washington também pensa em restringir a cobertura de segurança para carregamentos de petróleo venezuelano.

Como Maduro concorrerá a um novo mandato nas eleições em abril, rejeitadas por Washington e seus aliados por considerarem o processo uma fraude, os EUA estão estudando sanções que mirariam o crucial setor petrolífero para além do que já foi feito, disse a autoridade à Reuters. Algumas medidas podem ser adotadas antes da votação e outras podem ser impostas posteriormente.

Proibição de petróleo venezuelano nos EUA

O funcionário, que está a par das deliberações internas de Washington sobre a política para a Venezuela e falou sob condição de anonimato, não descartou uma futura proibição total a carregamentos de petróleo venezuelano para os EUA, o que representaria uma das sanções mais duras ligadas à commodity.

"Acho (que causaria) um choque bem forte no mercado de petróleo no curto prazo", afirmou a autoridade.

O funcionário enfatizou que nenhuma decisão foi tomada e que qualquer ação norte-americana levará em consideração o dano em potencial aos venezuelanos comuns, já sofrendo com uma escassez de alimentos e hiperinflação, e aos vizinhos do país, além do impacto para a indústria petrolífera dos EUA e os consumidores norte-americanos.

Venezuela é 4a fornecedora de petróleo para os EUA

A Venezuela foi a quarta maior fornecedora de petróleo aos EUA em 2017, de acordo com a Agência de Informações sobre Energia, mas no ano passado suas vendas de petróleo para os EUA foram as mais baixas desde 1991, segundo dados de fluxo comercial da Thomson Reuters.

"Sanções ao petróleo não são adotadas levianamente", disse a autoridade. "Esta seria uma escalada bem forte na política dos EUA, seja uma sanção completa ao petróleo ou a adoção de medidas graduais diferentes."

O governo dos EUA também estuda sanções contra outras figuras políticas e militares de alto escalão da Venezuela, como Diosdado Cabello, o número dois do governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), segundo a autoridade.

Especialistas afirmam que sanções individuais têm tido pouco ou nenhum efeito sobre as políticas de governo da Venezuela.

O próprio Maduro, sancionado no ano passado, desdenha constantemente da desaprovação de Washington e culpa o "império" norte-americano pelos problemas econômicos de sua nação.

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