Internacional EUA convidam especialista da ONU para visitar Guantánamo

EUA convidam especialista da ONU para visitar Guantánamo

Prisão hoje abriga 37 homens, e há uma série de questionamentos sobre o tratamento dos detentos que lá estão

AFP
Manifestantes pedem o fechamento da prisão de Guantánamo

Manifestantes pedem o fechamento da prisão de Guantánamo

Henry Nicholls/Reuters - 8.1.2022

Uma especialista em direitos humanos da ONU disse nesta terça-feira (15) que recebeu um "convite preliminar" de Washington para viajar para a prisão militar de Guantánamo, no que seria a primeira visita após duas décadas de pedidos. 

Uma ampla gama de especialistas da ONU solicitou sem sucesso o acesso à prisão, localizada em território cubano, desde que começou a receber prisioneiros acusados de terrorismo em 2002. 

Fionnuala Ní Aoláin, a principal especialista da ONU em proteção dos direitos humanos na luta contra o terrorismo, disse ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra nesta terça-feira (15) que recebeu um convite de Washington.

"Tenho o prazer de informar nesta sessão do Conselho que o governo dos Estados Unidos emitiu um convite preliminar para realizar uma visita técnica à estação naval dos Estados Unidos na Baía de Guantánamo (Cuba)", disse. 

Ressaltou que a situação dos prisioneiros que permanecem na prisão "supõe uma violação contínua do direito internacional". 

A prisão de Guantánamo, que já encerrou cerca de 800 pessoas capturadas em todo o mundo, hoje abriga 38 homens, alguns deles há duas décadas.

Ela observou que o relator especial da ONU sobre tortura "determinou que as condições atuais em Guantánamo constituem circunstâncias que chegam ao limiar da tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, desumanos e degradantes sob o direito internacional".

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