Guerra civil na Síria: veja a cobertura completa
Internacional EUA e aliados querem ofensiva diplomática após ataque na Síria

EUA e aliados querem ofensiva diplomática após ataque na Síria

Conselho de Segurança da ONU se reúne nesta segunda-feira (16). Estratégia é fazer Rússia parar de proteger Bashar al-Assad

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Estados Unidos, França e Reino Unido planejam ofensiva diplomática após o ataque

Estados Unidos, França e Reino Unido planejam ofensiva diplomática após o ataque

Reprodução/Reuters

Estados Unidos, França e Reino Unido planejam uma ofensiva diplomática após o ataque na Síria neste último sábado (14). De acordo com o jornal britânico The Guardian, a estratégia deve ser aplicada já nesta segunda-feira (16), quando o Conselho de Segurança da ONU se reúne para discutir um projeto de resolução dos três aliados.

As potências ocidentais solicitam uma ampla investigação sobre estoques de armas químicas mantidos pelo governo sírio. Além disso, exigem o envolvimento de Bashar al-Assad em negociações de paz “de boa fé, de forma construtiva e sem pré-condições”, diz o documento.

As medidas visam pressionar a Rússia a parar de proteger o governo sírio de um inquérito na ONU sobre o uso de armas químicas. Estados Unidos, França e Reino Unido também propõem uma investigação independente sobre os supostos ataques com gases tóxicos na Síria para identificação dos responsáveis.

A partir daí, a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) teria 30 dias para informar se o regime de Assad divulgou corretamente os estoques de armas químicas no país. Investigadores da OPAQ já estão na capital Damasco para avaliar o ataque em Douma, no dia 7 de abril, mas a equipe enviada ainda não possui termos de referência mais amplos para a avaliação.

O projeto dos aliados também exige evacuações médicas de urgência e passagem segura de comboios em toda a Síria. Além disso, o documento reforça o cumprimento de um cessar-fogo adotado em fevereiro, mas nunca aplicado.

Assad condena ataques

Assad em reunião com legisladores russos em Damasco

Assad em reunião com legisladores russos em Damasco

Reprodução/Twitter

Neste domingo (15), Bashar al-Assad classificou o bombardeio ocidental como um ato de agressão. De acordo com a Reuters, a declaração foi feita em reunião do presidente sírio com legisladores russos em Damasco.

Assad segue a mesma linha de avaliação de Moscou, que se opôs imediatamente ao ataque liderado pelos Estados Unidos e convocou a reunião de emergência no Conselho da ONU, no último sábado (14). No entanto, os russos tiveram o pedido de condenação da ofensiva militar rejeitado.

"Do ponto de vista do presidente (Assad), isso foi uma agressão e nós compartilhamos essa posição", reiterou o parlamentar Sergei Zheleznyak à agência de notícias russa TASS, depois da reunião em Damasco.

Tropas americanas na Síria

Após o bombardeio, a atuação dos Estados Unidos deve ser mais intensa no conflito e o convívio militar com os russos em solo sírio deve ser renegociado.

A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, disse ao programa Fox News Sunday que o país não vai retirar as tropas do país até que todos os objetivos sejam cumpridos.

Nikki Haley: EUA não vai retirar tropas da Síria

Nikki Haley: EUA não vai retirar tropas da Síria

Reprodução/Reuters

As metas são garantir que armas químicas não sejam usadas de qualquer forma que represente risco aos interesses norte-americanos, a derrora do Estado Islâmico e que haja um bom ponto para observar a atuação do Irã na região.

"É nosso objetivo ver as tropas americanas chegarem em casa, mas não iremos embora até que saibamos que realizamos essas coisas", pontuou Haley.

Confira as imagens do ataque liderado pelos Estado Unidos na Síria: