EUA: Empresário usa auxílio para comprar Lamborghini e é preso

Brian Hines pegou quase R$ 20 milhões do governo para pagar salários de sua empresa, mas usou para comprar carro de luxo e ficar em hotéis caros

Dias após receber o dinheiro, Hines comprou uma Lamborghini Huracán azul

Dias após receber o dinheiro, Hines comprou uma Lamborghini Huracán azul

Anshal Pandya / Pexels

A polícia de Miami, na Flórida (EUA), prendeu na segunda-feira (28) o empresário David T. Hines, 29, por fraude e outros crimes financeiros. Ele é acusado de usar dinheiro de um programa de estímulo do governo norte-americano para empresas em dificuldades durante a pandemia do novo coronavírus para comprar uma Lamborghini Huracán zero quilômetro.

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O carro de luxo custou US$ 318 mil (cerca de R$ 1,64 milhão) e foi vendido poucos dias depois que Hines conseguiu três empréstimos no total de US$ 3,9 milhões (cerca de R$ 20 milhões) de um programa do governo federal aprovado em março numa tentativa de proteger a economia diante da suspensão das atividades.

Gastos exorbitantes

Além da Lamborghini, o empresário pagou outros gastos pessoais exorbitantes após receber o empréstimo: fez compras em lojas e ficou hospedado em hotéis de luxo. Segundo o Washington Post, as autoridades da Flórida descobriram que nenhum funcionário da empresa dele foi pago com esse dinheiro.

"Hines afirmou de maneira mentirosa que sua empresa gastou milhões de dólares em folha de pagamento no primeiro trimestre de 2020. Os registros bancários mostram quase nenhum salário pago durante esse período", diz o comunicado da promotoria sobre a ação.

Segundo a acusação, Hines pediu sete empréstimos em um banco de Charlotte, na Carolina do Norte, num total de US$ 13,5 milhões (cerca de R$ 69,5 milhões), e teve três deles aprovados. Ele afirmava ter 70 funcionários para pagar em diversas empresas de mudança, o que se comprovou ser falso. Antes de conseguir o auxílio, sua conta estava no vermelho.

O caso de Hines é o mais emblemático entre diversas fraudes que estão sendo descobertas pelas autoridades envolvendo dinheiro de auxílio liberado pelo governo Trump em março.