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Internacional EUA estão preocupados com reforço de arsenal nuclear chinês

EUA estão preocupados com reforço de arsenal nuclear chinês

Robert Wood faz declaração uma semana depois de ser noticiado que a China está construindo novos silos para mísseis balísticos 

AFP
Notícias afirmam que China está construindo 100 novos silos para mísseis balísticos

Notícias afirmam que China está construindo 100 novos silos para mísseis balísticos

EFE/ Salvatore Di Nolfi

Os Estados Unidos expressaram, nesta quinta-feira (8), sua grande preocupação após informações na mídia de um grande fortalecimento pela China de seu arsenal nuclear, convidando Pequim a dialogar para evitar uma nova corrida armamentista.

"É do interesse de todos que as potências nucleares discutam diretamente sobre a redução dos perigos nucleares e (como) evitar erros de cálculo", disse o embaixador dos Estados Unidos, Robert Wood, a repórteres na Conferência de Genebra sobre Desarmamento.

Ele reagiu assim a informações que saíram na imprensa na semana passada de que a China está construindo mais de 100 novos silos para mísseis balísticos intercontinentais.

O jornal Washington Post, citando uma análise realizada pelo Centro James Martin para Estudos Sobre Não-Proliferação — com sede na Califórnia — de imagens de satélite, escreveu que 119 silos estavam sendo construídos em um deserto perto de Yumen, uma cidade no noroeste da China. Isso é "muito preocupante", comentou Wood.

"Enquanto a China não se sentar com os Estados Unidos bilateralmente, o risco de uma corrida armamentista devastadora continuará a aumentar e isso não é do interesse de ninguém", acrescentou o diplomata.

Este país, ressaltou o americano, afirma ser "uma potência nuclear responsável" e que o seu "pequeno (arsenal) tem apenas um propósito defensivo": "mas quando você vê muito do que a China está fazendo, está em contradição com o que ela diz".

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Robert Wood citou uma série de novos sistemas de armas que a China estaria desenvolvendo, incluindo mísseis capazes de atingir os Estados Unidos, que têm "grande potencial para alterar toda a dinâmica da estabilidade estratégica global".

Para ele, um dos principais problemas é a falta de transparência nessa área da China, que não dá detalhes sobre seu arsenal nuclear.

Em sua primeira avaliação divulgada no ano passado sobre a capacidade nuclear do gigante asiático, o Pentágono estimou que tinha mais de 200 ogivas nucleares e parecia querer dobrar seu número na próxima década.

"Acreditamos que o programa de armas nucleares (chinês) pode dobrar seu estoque nos próximos dez anos, mas pode ser mais do que isso", disse Wood a esse respeito.

"Se ela não se sentar à mesa (de negociação), é difícil dizer o que a China está realmente planejando", comentou.

De toda forma, o número estimado de ogivas nucleares mantidas pelos chineses é muito menor do que as mais de 11.000 que os Estados Unidos e a Rússia dispõem em conjunto.

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