Internacional EUA: homem que matou 5 em jornal cumprirá pena na prisão

EUA: homem que matou 5 em jornal cumprirá pena na prisão

Jarrod Ramos, 41, teve a sanidade comprovada judicialmente e deve passar o resto da vida preso por assassinatos em Annapolis

AFP
Jornalistas do Capital Gazette foram assassinados dentro da redação

Jornalistas do Capital Gazette foram assassinados dentro da redação

Mandel Ngan / AFP - Arquivo

Um homem que se declarou culpado por matar cinco pessoas em um jornal de Maryland, no leste dos Estados Unidos, cumprirá sua pena na prisão, depois de ter sua sanidade confirmada por um tribunal nesta quinta-feira (15), contrariando a tentativa da defesa de considerá-lo inimputável.

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Um júri concluiu que Jarrod Ramos, 41 anos, é mentalmente capaz e, portanto, pode ser condenado à prisão perpétua, em vez de uma pena em instituição de saúde mental, pelos assassinatos ocorridos em 28 de junho de 2018 no "The Capital Gazette", em Annapolis.

Armado com uma espingarda, Ramos invadiu a redação e matou quatro jornalistas e um assistente de vendas antes de ser preso. Ele foi condenado a cinco penas de prisão perpétua, uma para cada homicídio.

Esse foi um dos piores ataques a um veículo de comunicação nos Estados Unidos e chocou o país, quando o então presidente, o republicano Donald Trump, dizia frequentemente que a mídia era "má" e geradora de "notícias falsas".

A advogada Katy O'Donnell argumentou no tribunal que Ramos sofria de transtorno do espectro autista e transtornos compulsivos e delirantes, entre outros problemas.

Histórico de assédio

Ramos teve um relacionamento conflituoso com o The Capital Gazette depois de denunciá-lo por difamação e ameaçá-lo várias vezes online. Ele ficou furioso com o jornal por causa de uma reportagem publicada em 2011 com o título "Jarrod quer ser seu amigo".

O texto contava a história de uma jovem assediada por Ramos na Internet, caso que lhe rendeu uma pena de 90 dias de prisão suspensa. Katy O'Donnell admitiu que seu cliente passou dois anos preparando o ataque, identificou seu alvo e até se tornou membro de um clube de xadrez.

“É assustador, porque o sr. Ramos não acredita que o que ele fez foi errado. É difícil definir uma doença mental, mas você sabe quando vê: sem emprego, sem carro, sem namorada”, disse a profissional no ínicio do julgamento.

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