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Internacional EUA: Imigração usa universidade falsa para prender 250 estudantes

EUA: Imigração usa universidade falsa para prender 250 estudantes

Agentes da ICE, a agência de imigração norte-americana, criaram uma universidade em Michigan para atrair falsos recrutadores de estudantes

Universidade de Farmington

Universidade de Farmington

Reprodução via Google Maps

Agentes do Serviço de Imigração e Controle Alfandegário dos EUA (ICE, na sigla em inglês), criaram uma universidade falsa no estado de Michigan para atrair e deportar estudantes estrangeiros que buscavam permanecer ilegalmente no país, com o uso de vistos estudantis falsos.

Oito pessoas foram presas no início do ano por "operar" o esquema dentro da falsa escola e, desde então, 250 dos quase 600 alunos matriculados também foram detidos. Os funcionários e professores da faculdade seriam agentes da ICE infiltrados.

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A denúncia foi feita pelo jornal Detroit Free Press, que vem acompanhando o caso desde o início do ano. Segundo a publicação, a Universidade de Farmington, que se apresentava como uma instituição especializada em cursos de tecnologia e informática, era na verdade uma fachada da ICE para deportar estudantes.

Esquema de recrutadores

E-mails divulgados pelo jornal mostram que recrutadores da universidade apresentavam a instituição a potenciais alunos como "credenciada a matricular estudantes estrangeiros pelo Departamento de Segurança Nacional".

Quase todos os estudantes eram originários da Índia e mais de 80% já voltaram para seu país de origem, sem diploma, com registro criminal nos EUA e com muitas dívidas. A universidade cobrava cerca de US$ 12 mil (cerca de R$ 50 mil) em anuidades de cada um deles e muitos fizeram empréstimos para se matricular.

Segundo o jornal, os estudantes tinham vistos considerados regulares até janeiro, mas após o indiciamento dos operadores do esquema, a universidade foi fechada e os documentos de permanência dos alunos em território norte-americano foram considerados nulos.

Sete dos oito recrutadores já foram condenados a penas de um ano a dois de prisão e um deles ainda aguarda sentença.