EUA impõem sanções a 'sócios de confiança' do filho de Maduro

Os irmãos Santiago José Morón Hernández e Ricardo José Morón Hernández, sancionados pelo governo americano, terão ativos bloqueados

Secretário do Tesouro, Steven Mnuchin anunciou sanções nesta quinta

Secretário do Tesouro, Steven Mnuchin anunciou sanções nesta quinta

ROD LAMKEY / POOL/ EPA / EFE/ 09.07.2020

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, anunciou nesta quinta-feira (23) uma série de sanções econômicas contra "sócios de confiança" de Nicolás Maduro Guerra, filho do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sob a acusação de darem apoio à corrupção do regime do país sul-americano.

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Os sancionados pelo governo americano são os irmãos Santiago José Morón Hernández e Ricardo José Morón Hernández, classificados como "sócios de confiança" de Maduro e do filho. Ambos seriam "laranjas" de negócios da família do presidente da Venezuela, conforme aponta o Tesouro dos Estados Unidos.

Como consequência da medida adotada pela secretaria, ficarão bloqueados os ativos dos irmãos Hernández que possam estar sob a jurisdição dos EUA. Além disso, eles não podem realizar qualquer tipo de transação financeira com instituições americanas.

"Enquanto o povo venezuelano sofre, o regime ilegítimo de Madura concentra os esforços em se manter no poder. Os EUA estão comprometidos em perseguir os indivíduos que facilitam ou permitam que esse governo continue, ignorando o bem-estar do povo", afirmou Mnuchin, em comunicado.

Novo "procurado"

Nesta quarta-feira, o secretário do Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, anunciou uma recompensa de US$ 5 milhões (R$ 25,5 milhões) por informações que levem à prisão do presidente do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela, Maikel Moreno, considerado um dos pilares do chavismo.

Em comunicado, Pompeo acusou Moreno e a mulher de estarem envolvidos com "corrupção significativa", ao receberem suborno para manipular o resultado de julgamentos de casos criminais e civis no país sul-americano.

Desde a chegada do presidente Donald Trump à Casa Branca, em janeiro de 2017, a relação com a Venezuela se tornou tensa. Os EUA, inclusive, foram o primeiro país a reconhecer que o oposicionista Juan Guaidó era o novo chefe de governo interino, depois de contestações às eleições vencidas por Maduro.