EUA impõem sanções ao filho de Nicolás Maduro por corrupção

Segundo secretário do Tesouro homem de 29 anos e pai usam 'regime autoritário para manter o controle da economia e reprimir população

EUA impõe sanções a filho de Nicolás Maduro

EUA impõe sanções a filho de Nicolás Maduro

Miguel Gutiérrez/ EFE - 8.8.2017

O governo dos Estados Unidos impôs nesta sexta-feira (28) sanções ao filho do presidente da Venezuela, Nicolás "Nicolasito" Ernesto Maduro Guerra, a quem acusou de aproveitar-se da corrupção instaurada pelo governo dirigido por seu pai.

"Maduro se sustenta no seu filho Nicolasito e em outros vinculados ao seu regime autoritário para manter o controle da economia e reprimir o povo da Venezuela", declarou o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, em comunicado.

Nicolasito, de 29 anos, é membro da Assembleia Nacional Constituinte, considerada "ilegítima" pelos Estados Unidos, e foi designado pelo seu pai como diretor do Corpo de Inspetores da Presidência.

Mnuchin acrescentou que "o regime de Maduro está baseado em eleições fraudulentas", e que o círculo mais próximo ao governante venezuelano "vive luxuosamente graças aos benefícios da corrupção".

"O Tesouro continuará perseguindo familiares cúmplices", ressaltou.

Com esta decisão, ficam congelados todos os ativos que o filho de Maduro possa ter sob jurisdição americana e todas as entidades e empresas americanas estão proibidas de efetuar transações com ele.

A crise venezuelana é um dos assuntos que o presidente americano, Donald Trump, botou na agenda para as reuniões com outros líderes mundiais na Cúpula do G20 realizada hoje e amanhã em Osaka, no Japão.

Desde sua chegada à Casa Branca, em janeiro de 2017, o governo de Trump elevou a pressão sobre Caracas e aplicou sanções econômicas a mais de uma centena de funcionários venezuelanos e altos cargos próximos ao presidente Maduro, entre eles sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores.

Além disso, mirou na principal fonte de receita da Venezuela, o petróleo, com sanções contundentes contra a companhia petrolífera estatal PDVSA e ameaçando com a revogação de vistos a funcionários venezuelanos

A crise política na Venezuela se intensificou desde janeiro deste ano, quando Maduro assumiu um novo mandato de seis anos que não é reconhecido pela oposição nem por parte da comunidade internacional e, em resposta, o líder opositor Juan Guaidó, presidente do parlamento, se proclamou governante interino do país.

Os EUA foram o primeiro país a reconhecer Guaidó como chefe de Estado interino, e foram seguidos depois por meia centena de nações, entre elas o Brasil.