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Internacional EUA: lote de prédio que desabou recebe oferta de R$ 626 milhões

EUA: lote de prédio que desabou recebe oferta de R$ 626 milhões

Edifício de 12 andares que colapsou na Flórida ficava em um terreno na beira da praia de 7,6 mil metros quadrados 

Agência EFE
Prédio de 12 andares desabou no dia 24 de junho e 98 pessoas morreram

Prédio de 12 andares desabou no dia 24 de junho e 98 pessoas morreram

JOE RAEDLE / Getty Images via AFP - 24.6.2021

Um ofertante privado anônimo se propôs a pagar até US$ 120 milhões, cerca de R$ 626 milhões, pela compra do terreno de mais de 7,6 mil metros quadrados em Surfside, no condado de Miami-Dade (EUA), onde ficava um prédio cujo desabamento, em 24 de junho, matou 98 pessoas.

A oferta foi tornada pública na quarta-feira (11) em uma audiência sobre vários processos movidos na justiça americana contra a associação do condomínio Champlain Towers South, de 12 andares, que tinha problemas estruturais desde pelo menos 2018, de acordo com uma empresa de engenharia.

O futuro do terreno localizado à beira-mar é uma questão importante para o juiz encarregado de supervisionar dezenas de ações judiciais, Michael Hanzman, que desde o início foi a favor de uma venda rápida do terreno para indenizar as vítimas da tragédia.

Hanzman pediu ao agente imobiliário indicado para tratar de possíveis acordos para começar a negociar a venda do imóvel com este comprador, embora o nome do ofertante disposto a pagar entre US$ 110 milhões e US$ 120 milhões pelo terreno não tenha sido divulgado.

Na reunião com o juiz, Fay não revelou o nome da pessoa ou empresa interessada em adquirir o terreno.

Algumas das famílias e proprietários esperavam que o estado pudesse adquirir o terreno para transformá-lo em um parque ou memorial para as vítimas, em vez de um novo projeto de desenvolvimento residencial ou comercial, mas isso parece "altamente improvável", afirmou um advogado que atua como elemento de ligação entre o tribunal e as autoridades municipais, informou o jornal "Miami Herald".

O edifício, de 40 anos e que passava por um processo de vistoria exigido por lei, desabou parcialmente na madrugada de 24 de junho.

O restante da estrutura foi demolido no dia 4 de julho para facilitar a busca por corpos das vítimas e evitar que ela caísse sobre as equipes de resgate.

Três anos antes, um relatório de uma empresa de engenharia alertava para sérios problemas estruturais no prédio que mereciam atenção urgente.

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