Internacional EUA monitoram furacão com avião tripulado apenas por mulheres

EUA monitoram furacão com avião tripulado apenas por mulheres

Aeronave que é usada para jogar dispositivos de monitoramento em tempestades como o furacão Dorian é tripulado há um ano por três mulheres

EUA monitoram furacão com avião tripulado apenas por mulheres

A comandante Waddington (d) e a capitã Twining comandam o jato "caça-furacões"

A comandante Waddington (d) e a capitã Twining comandam o jato "caça-furacões"

Divulgação NOAA

Enquanto se preparam para a chegada iminente do furacão Dorian, prevista para o próximo sábado (31), os EUA monitoram a tempestade com a ajuda de um avião conduzido por uma tripulação que já entrou para a história.

O jato "caça-furacões" Gulfstream IV-SP da NOAA (sigla em inglês para Administração Oceânica e Atmosférica Nacional), é tripulado há um ano por três mulheres: a comandante Rebecca Waddington, a capitã Kristie Twining e a tenente Lindsey Norman.

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A primeira missão delas, em 5 de agosto de 2018, foi sobrevoar o furacão Hector, que se aproximava do Havaí, e soltar dropsondes — dispositivos meteorológicos que coletam dados de temperatura, pressão, umidade, velocidade e direção do vento — em cima da tempestade.

Nesta quinta-feira (29), elas realizaram a mesma missão no Caribe, sobrevoando o furacão Dorian no Caribe e soltando os dropsondes. Os dados são enviados ao Centro Nacional de Furacões para ajudar as agências do governo norte-americano a definir as melhores estratégias de proteção contra a tempestade.

Tripulação pioneira

O Gulfstream IV-SP "caça-furacões" da NOAA, tripulado pelas 3 mulheres

O Gulfstream IV-SP "caça-furacões" da NOAA, tripulado pelas 3 mulheres

Divulgação NOAA

As tripulantes têm noção do pioneirismo de seu trabalho. Em uma entrevista para o site da NOAA, a comandante Waddington falou sobre a importância da tripulação e como elas ainda buscam vencer preconceitos.

"Às vezes me perguntam se sou a fotógrafa ou a cientista do avião e as pessoas ainda se surpreendem quando eu conto que sou eu quem piloto. Acho que as mulheres têm, naturalmente, um estilo diferente de liderança e pensamento que os colegas homens e isso traz uma perspectiva diferente para as tarefas cotidianas", explicou ela.