Internacional EUA não punirão militares por ataque com dez afegãos mortos

EUA não punirão militares por ataque com dez afegãos mortos

Bombardeio com drone que matou sete crianças e três adultos tinha como objetivo atingir grupo de terroristas do Estado Islâmico

AFP
Ataque com drone aconteceu durante a evacuação americana no Afeganistão

Ataque com drone aconteceu durante a evacuação americana no Afeganistão

WAKIL KOHSAR / AFP

Os militares dos Estados Unidos envolvidos em um ataque com drones no fim de agosto em Cabul, no qual morreram dez civis, incluindo sete crianças, não serão punidos, informou o Pentágono nesta segunda-feira (13).  

"Não há provas suficientes para responsabilizá-los pessoalmente", declarou o porta-voz do Pentágono, John Kirby. A decisão sobre o ataque, que aconteceu nos últimos dias da presença americana no Afeganistão, foi tomada pelo secretário de Defesa, Lloyd Austin, após um relatório de dois integrantes do alto escalão.  

O ataque com aviões não tripulados em 29 de agosto aconteceu nos momentos finais da evacuação de Cabul liderada pelos Estados Unidos, depois que os talibãs tomaram o controle do Afeganistão.  

Funcionários americanos disseram que tinham informação de inteligência sobre um possível ataque do grupo Estado Islâmico contra as operações de evacuação no aeroporto de Cabul, e lançaram um míssil de um drone contra um alvo que, na realidade, era uma família de civis, na qual, inclusive, havia um funcionário afegão de um grupo de ajuda dos EUA.

No início de novembro, um relatório inicial do inspetor-geral da Força Aérea dos Estados Unidos, o tenente-general Sami Said, disse que o ataque era trágico, mas o considerou "um erro honesto".

A revisão do chefe do Comando Central, o general Kenneth McKenzie Jr., e do chefe do Comando de Operações Especiais, o general Richard Clarke, usou o relatório de Said e detalhou recomendações sobre os procedimentos para futuros ataques com drones.  

Contudo, não exigiu que alguém fosse punido pelo erro.

"O que vimos aqui foi uma falha no processo, na execução e nos eventos processuais, não o resultado de negligência, não o resultado de má conduta, não o resultado de uma liderança deficiente", declarou Kirby.  

Se Austin "achasse [...] que a prestação de contas estava justificada, ele certamente apoiaria esse tipo de esforço", acrescentou. 

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