Internacional EUA pedem a cidadãos para que se refugiem e evitem aeroporto

EUA pedem a cidadãos para que se refugiem e evitem aeroporto

Multidão de pessoas tentou embarcar à força em aviões norte-americanos que estavam partido de Cabul com estrangeiros

Agência EFE
Multidão de afegãos foi até o aeroporto de Cabul na tentativa de deixar o país

Multidão de afegãos foi até o aeroporto de Cabul na tentativa de deixar o país

Wakil Kohsar / AFP

Os Estados Unidos pediram nesta segunda-feira a seus cidadãos no Afeganistão que "se refugiem" e evitem ir ao aeroporto de Cabul, palco de cenas dramáticas nas últimas horas, com centenas de pessoas tentando desesperadamente entrar em aviões - até mesmo se agarrando a eles - rumo a outros países.

"Pedimos aos cidadãos americanos que se refugiem e não vão ao aeroporto até novo aviso do Departamento de Estado", disse o porta-voz da pasta, Ned Price, em entrevista coletiva um dia após a capital afegã cair sob domínio dos talibãs.

Ao menos dois atiradores foram mortos pelas forças de segurança americanas no Aeroporto Internacional Hamid Karzai, em Cabul, de acordo com o Pentágono.

Price também disse que "todas as opções" para retirar afegãos que se beneficiam do programa especial de vistos e suas famílias continuam a ser exploradas. Além disso, ele reiterou que a segurança dos funcionários do governo dos EUA e cidadãos americanos é uma prioridade para o país.

Em relação aos diplomatas americanos, Price confirmou que os funcionários que estavam na embaixada em Cabul, incluindo o embaixador, foram levados ao aeroporto de Cabul, onde estão "seguros".

O porta-voz afirmou que os EUA vão manter uma presença diplomática no Afeganistão "desde que seja seguro e responsável fazê-lo", mas ressaltou que a embaixada está fechada.

"Não há presença dos EUA no terreno na embaixada", explicou.

Sobre as imagens dramáticas no aeroporto de Cabul, onde pelo menos seis pessoas morreram, segundo várias testemunhas, e milhares de pessoas desesperadas tentavam fugir do país embarcando em voos de repatriação, Price as classificou como "caóticas", "dolorosas" e "difíceis de observar".

Ao comentar um comunicado do Conselho Superior de Reconciliação Nacional do Afeganistão, Price disse que o governo dos EUA só trabalhará com um governo afegão que seja "inclusivo e representativo", o que, segundo ele, inclui a "participação plena e significativa das mulheres".

Os EUA enviaram 6 mil soldados nos últimos dias, e outros 1 mil estão a caminho do Afeganistão para ajudar na retirada de civis americanos e seus aliados após a tomada de poder pelos talibãs.

Últimas