Crise na Venezuela
Internacional EUA pedem libertação imediata de jornalista detido na Venezuela

EUA pedem libertação imediata de jornalista detido na Venezuela

Casa de Cody Weddle foi alvo de operação de busca e apreensão assinada por tribunal militar e alega que profissional havia cometido dois crimes

Reprodução/local10.com

O Departamento de Estado dos Estados Unidos pediu nesta quarta-feira (06) ao governo de Nicolás Maduro que liberte imediatamente o jornalista americano Coddy Weddle, que teria sido preso por agentes da contrainteligência militar da Venezuela.

No Twitter, a secretária-adjunta para América Latina e Caribe do Departamento de Estado, Kimberly Breier, explicou que o governo americano está "profundamente preocupado" com as informações sobre a possível prisão de Weddle, da emissora "WPLG", de Miami.

"O Departamento de Estado está profundamente preocupado com informações de que outro jornalista dos EUA foi detido na Venezuela por Maduro, que prefere reprimir a verdade em vez de enfrentá-la. Ser jornalista não é um crime. Exigimos a libertação imediata do jornalista, sem que ele sofra qualquer tipo de dano", disse ela.

O Sindicato Nacional de Trabalhadores de Imprensa da Venezuela (SNTP) denunciou mais cedo que Weddle foi preso junto com seu assistente, Carlos Camacho, por agentes da Direção-Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM).

Vizinhos do jornalista americano disseram, segundo o sindicato, que a casa de Weddle foi alvo de uma operação de busca e apreensão com uma ordem assinada por um tribunal militar. O documento cita dois crimes, mas eles não foram detalhados no texto.

"Com a detenção de Cody Weddle e Carlos Camacho, são 36 os casos de jornalistas e trabalhadores da imprensa presos por Nicolás Maduro desde o início de 2019", disse o SNTP, que ressaltou que três deles ainda seguem presos pelo regime chavista.

A emissora "WPLG" indicou que Weddle estava desaparecido e que havia recebido informações, não confirmadas no momento da publicação, que agentes tinham prendido o jornalista em casa.

Na semana passada, uma equipe da emissora "Univisión" ficou detida por mais de duas horas no Palácio Presidencial de Miraflores após entrevistar Maduro.

O principal apresentador da emissora, Jorge Ramos, e sua equipe de produção, que foram deportados no dia seguinte, denunciaram que tiveram equipamentos apreendidos por ordem do líder chavista.

As denúncias de prisões arbitrárias de jornalistas aumentaram depois do chefe da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, ter se autoproclamado presidente do país por considerar que Maduro foi eleito para seu segundo mandato de forma ilegítima.

Só em janeiro, o SNTP registrou 40 agressões a jornalistas. Desse total, 19 correspondiam à prisão de profissionais. Três correspondentes e um motorista que trabalham para a Agência Efe estão entre que foram detidos e depois soltos pelo regime de Maduro.

Maduro critica a imprensa constantemente, especialmente jornalistas estrangeiros, e diz haver uma campanha midiática para derrubá-lo do poder.