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Internacional EUA planejam novos bombardeios no Afeganistão para reprimir Talibã

EUA planejam novos bombardeios no Afeganistão para reprimir Talibã

Retirada das tropas norte-americana permitiu que o grupo radical conseguisse dominar diversas áreas do território afegão

AFP
Estados Unidos planejam seguir com ataques aéreos para combater o Talibã no Afeganistão

Estados Unidos planejam seguir com ataques aéreos para combater o Talibã no Afeganistão

Matthew Freeman/Marinha dos EUA/Divulgação via REUTERS

Os Estados Unidos continuarão seus ataques aéreos em apoio às forças afegãs se o Talibã continuar a ofensiva que realiza desde o início de maio, alertou neste domingo (25) o chefe das operações militares dos Estados Unidos no país.

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"Os Estados Unidos intensificaram seus ataques aéreos em apoio às forças afegãs nos últimos dias e estamos prontos para continuar com esse alto nível de apoio nos próximos dias, se os talibãs continuarem seus ataques", disse o general Kenneth McKenzie, chefe do Comando Central do Exército dos EUA (Centcom).

Os talibãs apreenderam grandes áreas rurais do Afeganistão durante uma ofensiva nos últimos três meses, coincidindo com o início da retirada final das forças internacionais, agora quase completa.

As forças afegãs ofereceram pouca resistência e basicamente controlam apenas as capitais provinciais e as principais estradas .

"Gostaria de ser claro, o governo do Afeganistão será submetido a testes  nos próximos dias, o Talibã está tentando tornar sua campanha irreversível. Eles estão errados", disse o general McKenzie.

Como chefe da Centcom, que supervisiona as atividades militares dos EUA em 20 países no Oriente Médio e na Ásia Central e do Sul, McKenzie liderou operações militares no Afeganistão desde 12 de julho, quando terminou o comando do general Austin Scott Miller.

O recente avanço relâmpago dos talibãs gerou temores de que eles voltem a tomar o poder, quase 20 anos depois de serem derrubados por uma coalizão internacional - liderada pelos EUA -  devido à recusa em entregar o líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, após os ataques de 11 de setembro.

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