EUA prometem R$ 568 milhões à América Central para reduzir migração ilegal

Ajuda financeira será destinada aos governos da Guatemala, El Salvador e Honduras

EUA prometem R$ 568 milhões à América Central para reduzir migração ilegal

Representantes de El Salvador, Estados Unidos, Honduras, Guatemala e México se reuniram na sexta-feira

Representantes de El Salvador, Estados Unidos, Honduras, Guatemala e México se reuniram na sexta-feira

AFP/Johan ORDONEZ

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta sexta-feira (20) na Guatemala que destinará a três países da América Central R$ 21,5 milhões para a reinserção dos migrantes que sejam repatriados e outros R$ 546 milhões para programas de desenvolvimento social e segurança na região.

Biden chegou ao país nesta manhã. A viagem faz parte de uma visita oficial de um dia, na qual se reuniu com funcionários da região para analisar o crescente número de crianças que viajam sozinhas e de maneira ilegal aos Estados Unidos na busca de melhores oportunidades de vida.

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O vice-presidente se reuniu com o presidente de El Salvador, Salvador Sánchez Cerén; o ministro coordenador do governo de Honduras, Jorge Ramon Hernández; e o secretário de governo do México, Miguel Ángel Osorio.

O governante salvadorenho também se encontrou com o presidente da Guatemala, Otto Pérez Molina, porém em uma reunião fechada.

Biden destacou em entrevista coletiva que a migração ilegal das crianças é "um tema humanitário" e que o problema é partilhado entre Estados Unidos, México e América Central. Ele garantiu que os menores que serão repatriados a seus países de origem serão protegidos e tratados da melhor maneira. 

Os EUA apoiarão os governos da Guatemala, El Salvador e Honduras com R$ 21,5 milhões para poder reintegrar à sociedade seus cidadãos repatriados.

Após a reunião, o presidente da Guatemala disse que seu país fortalecerá a presença consular na fronteira americana, e, que de maneira conjunta com os Estados Unidos, impulsionarão uma campanha de informação sobre os riscos da migração irregular.

A quantidade de menores centro-americanos detidos pelas autoridades americanas sem acompanhante aumentou em 66% no último ano fiscal (de outubro de 2013 a setembro de 2014), em comparação com o mesmo período entre 2012 e 2013, de acordo com o Departamento de Segurança dos EUA. Até o momento, foram detidos 34.611 menores. O número no período anterior foi de 20.805.

A pobreza e a violência são as causas que originam estes movimentos migratórios, segundo organizações especializadas no tema, além da crença errônea que por ser menores podem ficar de maneira legal, de acordo com o governo americano.

No mesmo pacote de ajuda, os Estados Unidos também destinarão R$ 90 milhões à Guatemala para lançar um novo programa de apoio durante os próximos cinco anos, através da Agência Internacional para o Desenvolvimento dos Estados Unidos (Usaid).

Os norte-americanos também implementarão um novo programa social em El Salvador, com R$ 56 milhões nos próximos cinco anos, para estabelecer 77 centros de apoio juvenil que se somarão aos 30 já existentes.

Honduras receberá R$ 41,4 milhões, através da Iniciativa Regional de Segurança para a América Central (Carsi), para apoiar às instituições que lutam contra as gangues e o crime.

El Salvador, Honduras e Guatemala recebem, atualmente, R$ 290 milhões de assistência bilateral por parte dos Estados Unidos, para uma série de programas relacionados à saúde, educação, mudança climática, cooperação militar, crescimento econômico e democracia.

A América Central tem uma população estimada em 19 milhões de menores de 17 anos, dos quais, aproximadamente, 65% vivem em condições de pobreza e 33% na pobreza extrema, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Centro-Americano de Estudos Fiscais (Icefi).

As autoridades dos países centro-americanos calculam que nos Estados Unidos vivam cerca de dois milhões de guatemaltecos (60% de forma ilegal), dois milhões de salvadorenhos e um milhão de hondurenhos. 

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