Internacional EUA: proporção de alunos pobres cresce nas universidades em 20 anos

EUA: proporção de alunos pobres cresce nas universidades em 20 anos

Aumento foi registrado em instituições menos seletivas, crescendo 11%. Nas mais seletivas, número de minorias quase não teve variação

Número de estudantes pobres e minorias cresceu

Número de estudantes pobres e minorias cresceu

Mundo Vestibular

A proporção do número de estudantes oriundos de famílias pobres aumentou nas últimas décadas em faculdades e em universidades dos Estados Unidos, sendo mais notável nas instituições menos seletivas, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira (22) pelo centro de pesquisas Pew.

"Quase todo o aumento da população estudantil em nível de faculdade e universidade se deve a estudantes de famílias de baixa renda", disse à Agência Efe o principal economista do Pew, Richard Fry.

"Quase 47% dos estudantes de faculdades e universidades são de minorias, e os hispânicos representam o maior grupo que contribuiu para este crescimento. Em 1996, os hispânicos eram 9,5% dos estudantes, e agora são 19%", acrescentou.

A equipe liderada por Fry analisou as tendências das últimas duas décadas em matrículas de estudantes nos cursos de dois e quatro anos de duração, levando em conta tanto o nível socioeconômico dos alunos como o grau de seletividade das instituições.

"Há mais estudantes que participam de educação superior, mas o maior crescimento acontece nas instituições menos seletivas e nas particulares", afirmou Fry.

Nas instituições analisadas pelo Pew entre 1996 e 2016, a proporção de estudantes pobres ou de minorias e menores de 23 anos de idade subiu de 12% para 20%.

Mas este crescimento não foi semelhante: nas instituições muito seletivas, a proporção destes estudantes de famílias mais desfavorecidas quase não subiu, de 10% para 13%, mas nas menos rígidas nos requisitos de entrada passou de 14% para 25%.

Além disso, a proporção de estudantes "não brancos" em todas as instituições aumentou de 29% para 47%, com uma alta de 28% para 44% nas faculdades e universidades mais seletivas e caras. Além disso, foi registrado um aumento de 27% para 48% nas instituições menos seletivas e mais acessíveis.

"O número total de estudantes em faculdades e universidades cresceu de 16,7 milhões no ano letivo de 1995-1996 para 20 milhões no ano letivo de 2015-2016, que corresponde aos dados mais recentes", diz o estudo.

"Entre os matriculados no período 2015-2016, 16,7% eram não brancos e 31% eram pobres. Há 20 anos, os mesmos números eram 29% e 21%, respectivamente", acrescentou.

O aumento da cota de estudantes de minorias coincide com um aumento relativamente grande da matrícula de hispânicos, cuja proporção passou de 6% em 1996 para 16% em 2016.

"Os estudantes hispânicos são agora a maior entre as minorias nas universidades menos seletivas com quatro anos de duração, superando a proporção de alunos negros", disse Fry.