Internacional EUA vão impor sanções contra autoridades cubanas

EUA vão impor sanções contra autoridades cubanas

Ação norte-americana tem como objetivo repreender violações dos direitos humanos nos protestos de 11 de julho

Agência EFE
Presidente dos EUA, Joe Biden

Presidente dos EUA, Joe Biden

Samuel Corum/EFE/Arquivo

Os Estados Unidos vão impor sanções, nesta quinta-feira (22), a autoridades cubanas que considerem estar diretamente envolvidas em violações dos direitos humanos durante os protestos de 11 de julho em Cuba, revelou à Agência Efe um funcionário do alto escalão americano.

As sanções fazem parte da resposta do governo do presidente dos EUA, Joe Biden, à situação na ilha, que inclui também possíveis medidas para tentar melhorar o acesso à internet em Cuba e um estudo sobre a possibilidade de voltar a autorizar o envio de remessas para o país.

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Um alto funcionário dos EUA, que pediu anonimato, disse à Efe que o anúncio das sanções acontecerá hoje, 11 dias após os protestos antigovernamentais sem precedentes na ilha.

Uma fonte legislativa, familiarizada com as conversas no seio do governo americano, também confirmou à Efe que Biden vai impor uma nova onda de sanções "seletivas" contra funcionários do governo cubano, na tentativa de apoiar os protestos na ilha.

As sanções devem afetar um pequeno número de funcionários do Ministério do Interior cubano e seus militares.

Na última segunda-feira, o governo americano revelou que o Departamento do Tesouro estava "estudando a designação de funcionários cubanos responsáveis pela violência, repressão e violações dos direitos humanos contra manifestantes pacíficos" em Cuba.

Biden também ordenou sua equipe que estudasse a reautorização do envio de remessas a Cuba, proibidas desde novembro do ano passado, desde que seja garantido que o dinheiro "chegue diretamente às mãos do povo cubano", explicou à Efe um funcionário americano.

Outra das medidas anunciadas pelo governo na segunda-feira e que estão em estudo é a transferência de mais pessoal para a embaixada dos Estados Unidos em Havana com o objetivo de "facilitar a participação diplomática, consular e da sociedade civil" e também por razões de "segurança".

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