Internacional Ex-embaixador dos EUA elogia novos acordos com o Brasil

Ex-embaixador dos EUA elogia novos acordos com o Brasil

Para Thomas Shannon, embaixador dos EUA em Brasília entre 2010 e 2013, os acordos assinados nesta segunda vão permitir avanços importantes

  • Internacional | Do R7

Thomas Shannon exaltou parceria Brasil
-EUA

Thomas Shannon exaltou parceria Brasil -EUA

Mario Ruiz / EFE - Arquivo

Embaixador dos EUA no Brasil entre 2010 e 2013, o diplomata norte-americano Thomas Shannon vê com bons olhos os acordos comerciais anunciados pelos dois países nesta segunda-feira (19). Falando com jornalistas em uma live da AmCham, a Câmara Americana de Comércio, ele disse que esse é um "passo importante".

Leia também: O que muda na relação Brasil-EUA com novos acordos assinados entre os países?

"Brasil e EUA são parceiros importantes e esses acordos mostram um avanço nas relações. Eles são produtos de muitos anos de trabalhos de diplomatas dos dois países e permitem ter uma visão mais estratégica, avançar nos setores que são mais importantes para cada um", disse ele.

Para Shannon, essa parceria pode ser importante para que os dois países possam retomar avanços em suas economias, duramente atingidas pela pandemia do novo coronavírus. "Podemos encontrar juntos uma maneira de sair dessa situação", espera ele.

Eleição norte-americana

Sobre a disputa entre EUA e China, ele considera que o Brasil, como importante parceiro comercial dos dois países, deve ser ouvido e tentar "estimular ambos a encontrarem um diálogo em comum". Para o ex-embaixador, "o mundo não vai aceitar uma nova Guerra Fria".

Ao falar a respeito da eleição presidencial norte-americana, que acontece daqui a duas semanas, Thomas Shannon disse que apesar das pesquisas apontarem vantagem do democrata Joe Biden sobre o presidente Donald Trump, a reeleição do atual mandatário ainda pode acontecer.

"Nos chamados 'swing states' (estados com grande número de integrantes no colégio eleitoral que dá o resultado final da eleição), a corrida está bem próxima. Para ser reeleito, Trump precisa vencer na Flórida, Michigan, Wisconsin, Pensilvânia e Ohio, por exemplo.

Para ele, independente de quem seja o vencedor em 3 de novembro, as relações Brasil-EUA continuarão profundas e importantes. "É importante manter o foco em relações construtivas e estratégicas, respeitando interesses estratégicos de cada um dos países", finalizou.

Últimas