Internacional Ex-presidente colombiano Álvaro Uribe renuncia a cargo no senado

Ex-presidente colombiano Álvaro Uribe renuncia a cargo no senado

A renúncia acontece em meio ao processo penal que o ex-senador responde por fraude processual e suborno de testemunhas na Corte Suprema

Reuters
Álvaro Uribe é um político muito popular e polêmico na Colômbia

Álvaro Uribe é um político muito popular e polêmico na Colômbia

Luisa Gonzalez/File Photo/18.08.2020

O ex-presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, renunciou à vaga no Senado nesta terça-feira (18) para assumir sua defesa em uma investigação contra ele pela Suprema Corte de Justiça por suborno de testemunhas e fraude processual, que o mantém em prisão domiciliar.

Com a renúncia de Uribe do Senado, o Partido do Centro Democrático, que tem 51 das 280 cadeiras no Congresso, perde seu líder principal no momento em que o presidente Iván Duque busca promover reformas econômicas e sociais para enfrentar os efeitos da pandemia do coronavírus.

"Escrevo para apresentar a minha renúncia ao Senado da República", disse o político de 68 anos em carta enviada ao presidente desse órgão legislativo, Arturo Char. "A luta pela defesa da liberdade da Colômbia é um imperativo inalienável", diz a carta.

Uribe, que governou a Colômbia entre 2002 e 2010, período em que liderou uma ofensiva militar contra a guerrilha de esquerda, foi o senador mais votado nas últimas eleições legislativas de 2018 com mais de 875 mil votos e é o mentor do presidente Duque.

O ex-presidente, um político muito popular e polêmico na Colômbia, continua preso em uma fazenda perto de Montería, capital do departamento de Córdoba, depois que a Suprema Corte ordenou sua prisão por obstrução da justiça em um processo em que está acusado de ligações com esquadrões paramilitares de direita.

Reação dos aliados

O ex-presidente declarou repetidas vezes sua inocência em meio a acusações de que seus aliados executaram adulterações de testemunhas na tentativa de desacreditar supostas ligações com paramilitares.

É a primeira vez na história da Colômbia que a Corte Suprema de Justiça ordena a privação de liberdade de um ex-presidente.

Duque e outros aliados de Uribe pediram ao tribunal que permitisse que o ex-presidente se defendesse em liberdade e argumentou que sua prisão domiciliar é injusta, comparando-o aos ex-líderes da guerrilha desmobilizada das FARC que outro tribunal permitiu que permanecessem em liberdade enquanto seus processos prosseguissem crimes de guerra.

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