Internacional Ex-vice-presidente do Paraguai é sequestrado em zona de conflito

Ex-vice-presidente do Paraguai é sequestrado em zona de conflito

Governo paraguaio suspeita que ação tenha sido cometida por grupo guerrilheiro, em retaliação às mortes de duas meninas de 11 anos em tiroteio

  • Internacional | Da EFE

Oscar Denis foi vice-presidente do Paraguai entre 2012 e 2013

Oscar Denis foi vice-presidente do Paraguai entre 2012 e 2013

Andrés Cristaldo / EFE - Arquivo

Autoridades locais comunicaram na noite de quarta-feira (10) o desaparecimento do ex-vice-presidente do Paraguai Oscar Denis em uma área próxima ao local onde há uma semana houve confrontos entre forças de segurança e guerrilheiros do Exército do Povo Paraguaio (EPP), nos quais duas meninas de 11 anos foram mortas.

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O desaparecimento está sendo investigado como um possível sequestro e levou à interrupção da sessão reservada no Congresso, quando membros do Executivo informaram os legisladores sobre a operação na qual as meninas foram vitimadas.

Junto com Denis, também desapareceu outra pessoa, que a mídia local aponta como funcionário de uma propriedade do político no departamento de Concepción, que fica na região central do país, a cerca de 250km ao norte da capital, Assunção.

Cena do crime

O porta-voz da Força Tarefa Conjunta, o tenente-coronel Luis Apesteguia, disse à Agência Efe que eles receberam um relatório do sumiço de Denis, de 74 anos, em Concepción, a cerca de 40 quilômetros da área dos confrontos com a guerrilha sete dias atrás. O carro dele foi encontrado vazio e, segundo relatos, com um bilhete ou folheto com mensagem do EPP dentro.

O ex-vice-presidente, que atualmente compõe a oposição, ocupou a vice-presidência durante o governo liderado por Federico Franco, de 2012 a 2013, em substituição ao deposto Fernando Lugo.

As primeiras reações também vieram de seu partido, com uma declaração do atual líder da legenda, Efraín Alegre, que em suas redes sociais culpou o presidente Mário Abdo Benítez pelo desaparecimento de Denis. Além disso, afirmou se tratar de um sequestro.

O sumiço ocorre uma semana após a morte das duas meninas, nas proximidades de um acampamento do EPP onde armas, documentos e dinheiro foram apreendidos. O governo divulgou que havia 12 guerrilheiros no acampamento, e todos conseguiram fugir logo após a morte das meninas, que, ainda segundo o escritório de Benítez, eram filhas dos líderes da facção.

O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, viajou para a região de Concepción para acompanhar as investigações.

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