Internacional Exército de Israel responde com fogo a ataques vindos do Líbano

Exército de Israel responde com fogo a ataques vindos do Líbano

Aumenta tensão entre os dois países; crise começou quando drones caíram em um escritório do Hezbollah em Beirute, capital do Líbano

Exército de Israel lançados a partir do sul do Líbano


Tropas israelenses são vistas perto da fronteira com o Líbano, no norte de Israel

Tropas israelenses são vistas perto da fronteira com o Líbano, no norte de Israel

Ronen Zvulun/Reuters - 1º/09/2019

O Exército de Israel lançou neste domingo (1º) um contra-ataque para responder ao lançamento a partir do sul do Líbano de mísseis antitanque contra uma base e veículos militares israelenses, em uma nova escalada de tensão entre os dois países.

"Estamos respondendo com fogo contra os pontos de disparo e alvos no sul do Líbano", disse um porta-voz do Exército de Israel, que confirmou que vários dos mísseis lançados a partir do país vizinho atingiram o território israelense.

O braço armado do grupo xiita libanês Hezbollah informou em comunicado que destruiu um veículo militar de Israel que ia ao quartel de Avivim. A nota não explica quantos soldados morreram ou ficaram feridos. Fontes do Exército de Israel também não confirmaram à Agência Efe se o ataque deixou vítimas.

As tropas israelenses pediram aos moradores da região afetada que se protejam nos refúgios antiaéreos instalados pelo governo do país perto da fronteira.

Os ataques ocorrem depois de uma escalada de tensões entre os dois países. A crise começou quando drones caíram em um escritório do Hezbollah em Beirute, na capital do Líbano. O movimento xiita libanês acusou o governo de Israel de ser responsável pelo incidente e afirmou que os aviões não tripulados estavam repletos de explosivos.

Mais cedo, um drone israelense provocou um incêndio em território libanês. O governo do Líbano acusou Israel de violar seu espaço aéreo com a coordenação das forças da ONU que atuam a chamada "Linha Azul", que demarca a fronteira entre os dois países. EFE