Internacional Explosão de carro-bomba deixa ao menos 8 mortos em academia policial de Bogotá

Explosão de carro-bomba deixa ao menos 8 mortos em academia policial de Bogotá

Presidente colombiano chama ato de 'terrorista'; vítimas ainda estão sendo atendidas e contabilizadas

Presidente colombiano chama ato de 'terrorista'; vítimas ainda estão sendo atendidas e contabilizadas.

Policiais colombianos no local da explosão desta quinta-feira; episódio ocorreu na academia de polícia de Bogotá

Policiais colombianos no local da explosão desta quinta-feira; episódio ocorreu na academia de polícia de Bogotá

BBC NEWS BRASIL/AFP

Ao menos oito pessoas morreram e 38 ficaram feridas nesta quinta-feira na explosão de um carro-bomba na Academia de Polícia de Bogotá, a capital da Colômbia, segundo as autoridades locais.

Não se sabe ainda se as vítimas são civis ou militares. Elas estão sendo atendidas e contabilizadas, por isso as cifras ainda podem mudar.

A imprensa local destaca que esta é a primeira vez em nove anos que uma explosão desse tipo acontece no país.

"Parece ter havido uma bomba em um carro dentro da Escola Geral de Santander", afirmou o prefeito de Bogotá, Enrique Peñalosa.

O presidente colombiano, Ivan Duque, chamou o episódio de um "miserável ato terrorista contra nossos policiais".

"Estamos indo para o local do ocorrido. Dei ordem à Força Pública para buscar os autores desse ataque e levá-los à Justiça", escreveu ele no Twitter. "Todos nós colombianos rejeitamos o terrorismo e estamos unidos para enfrentá-lo. A Colômbia se entristece, mas não se dobra perante a violência."

As ruas que rodeiam a academia policial foram cercadas, e imagens de TV mostram diversas ambulâncias se deslocando pela região. Moradores das imediações disseram ter ouvido uma forte explosão no momento do atentado, a ponto de suas janelas de vidro terem se despedaçado.

Ainda não se sabe quem ou que grupo pode estar por trás da explosão.

O país vive um momento de incertezas quanto a seu processo de paz com a guerrilha das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia): dois anos após um acordo ter sido assinado, o país vive novo pico de violência.