Rússia x Ucrânia

Internacional 'Expulsão da Rússia do Conselho não é uma opção, mas um dever', diz embaixador ucraniano na ONU

'Expulsão da Rússia do Conselho não é uma opção, mas um dever', diz embaixador ucraniano na ONU

Declaração ocorreu durante a Assembleia-Geral, em que os países-membros votaram a suspensão de Moscou do órgão

  • Internacional | Letícia Sepúlveda, do R7

O embaixador da Ucrânia nas Nações Unidas, Sergiy Kyslytsya, durante reunião da Assembleia-Geral

O embaixador da Ucrânia nas Nações Unidas, Sergiy Kyslytsya, durante reunião da Assembleia-Geral

Andrew Kelly/Reuters - 07.04.2022

O embaixador da Ucrânia nas Nações Unidas, Sergiy Kyslytsya, disse nesta quinta-feira (7) que o Conselho de Direitos Humanos da ONU poderia ser chamado de “Titanic”, já que são feitos esforços para o órgão não “afundar”.

A declaração ocorreu durante reunião da Assembleia-Geral da ONU em que os países ocidentais  votaram a suspensão da Rússia do Conselho. Para que o país deixe de fazer parte do grupo, é necessária maioria de dois terços dos votos favoráveis dos 193 Estados-membros.

Durante seu pronunciamento, Kyslytsya citou vários momentos históricos em que as violações dos direitos humanos foram analisadas, como nas guerras da Iugoslávia e de Ruanda.

“A expulsão da Rússia do Conselho não é uma opção, mas um dever”, disse o embaixador ao afirmar que o país violou um dos artigos da criação do órgão, já que sistematicamente viola os direitos humanos. “A Rússia mata os cidadãos do país vizinho em uma tentativa de dominar, senão colonizar o território.”

“Hoje vocês terão a chance de não ser indiferentes, tudo o que precisam fazer é apertar o botão do ‘sim’ para salvar vidas na Ucrânia. Se apertarem o ‘botão do não’, isso significa pressionar o gatilho e matar vidas inocentes”, disse, em uma metáfora muito citada durante o período da Guerra Fria.

O representante da Rússia afirmou que o pronunciamento de Sergiy Kyslytsya foi "extremamente teatral" e que durante a reunião vê uma tentativa dos Estados Unidos de manter sua posição de dominância e de ter total controle em relação ao colonialismo das relações internacionais.

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