Novo Coronavírus

Internacional Falta de seringa adequada fará Japão perder milhões de vacinas

Falta de seringa adequada fará Japão perder milhões de vacinas

Material usado na aplicação consegue extrair apenas cinco das seis doses contidas em cada frasco do imunizante da Pfizer

Japão começará programa de vacinação em meados deste mês

Japão começará programa de vacinação em meados deste mês

Giuseppe Lami/EFE/EPA - 08.02.2021

O Japão deverá descartar milhões de doses da vacina contra a covid-19 por não ter as seringas adequadas para extrair todas as 6 doses de cada frasco do imunizante produzido pela Pfizer. As informações foram publicadas pelo jornal britânico The Guardian nesta quarta-feira (10).

O país encomendou um total de 144 milhões de doses para imunizar 72 milhões de pessoas, considerando as duas doses recomendadas pela fabricante.  Porém, segundo a ministra da Saúde, Norisiha Tamura, a seringa que os médicos e enfermeiros japoneses costumam usar pode tirar apenas cinco das seis doses contidas em cada frasco, o que reduz para 60 milhões o número de pessoas que poderão ser imunizadas.

Como consequência, de acordo com o porta-voz do governo, Katsunobu Kato, quando o Japão começar seu programa de imunização contra a covid, ainda em fevereiro — muito tempo depois do que muitas outras economias desenvolvidas —, a última dose não poderá ser extraída e precisará ser descartada.

"Usaremos todas as seringas que temos para tirar seis doses, mas, é claro, não será suficiente à medida que mais injeções forem administradas", afirmou Tamura ao The Guardian. O governo está solicitando aos fabricantes de equipamentos médicos que aumentem a produção das seringas especializadas

O Japão começará vacinando entre 10 mil e 20 mil profissionais de saúde da linha de frente, seguidos por outros 3,7 milhões de trabalhadores da área da Saúde a partir de março. Pouco mais de 8 milhões de pessoas com problemas de saúde pré-existentes e 7,5 milhões entre 60 e 64 anos também terão prioridade. A população em geral — pessoas de 16 a 59 anos —, por sua vez, não deve começar a receber o imunizante até por volta de julho.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Pablo Marques

Últimas