Crise na Venezuela

Internacional Familiares dizem que venezuelanos foram mortos em mina de ouro

Familiares dizem que venezuelanos foram mortos em mina de ouro

Expedição militar encontrou sete corpos perto de uma mina remota de uma floresta a cerca de quatro horas de carro da cidade de Tumeremo

Reuters
País enfrenta mineração ilegal gerada pela crise

País enfrenta mineração ilegal gerada pela crise

William Urdaneta/Reuters - 17.10.2018

Ao menos sete pessoas foram assassinadas perto de uma mina de ouro remota do sul da Venezuela, disseram familiares na quarta-feira (17), o mais recente de uma série de incidentes violentos ligados à mineração ilegal no país assolado por uma crise.

Uma expedição militar encontrou os corpos perto de uma mina remota de uma floresta a cerca de quatro horas de carro da cidade de Tumeremo, disseram na quarta-feira (17) os familiares das vítimas, que acreditam que o incidente foi resultado de uma luta entre grupos armados pelo controle da área.

Nem o Ministério da Informação nem a Procuradoria-Geral da Venezuela responderam a pedidos de comentário. A Reuters não conseguiu obter comentários das autoridades da base militar de Tarabay, para onde os corpos foram levados.

"Minha filha tinha ferimentos no rosto, eles a sequestraram e mais tarde a balearam na cabeça", disse Nassif Suliman, de 57 anos, que viajou com a expedição militar para buscar o corpo de sua filha de 22 anos, Adela.

Ele chegou à base militar com um caixão para o enterro. Os parentes disseram que os assassinatos ocorreram no domingo e que só souberam na segunda-feira porque algumas pessoas conseguiram fugir da mina.

Outros moradores de Tumeremo temem que a violência que vitimou as sete pessoas pode ter cobrado a vida de outros que trabalham nos arredores, e realizaram um protesto diante da base militar exigindo buscas adicionais.

Os venezuelanos vêm recorrendo cada vez mais à mineração de ouro informal, já que a economia socialista do país está desmoronando e milhões de pessoas têm dificuldades para obter produtos alimentícios básicos no país-membro da Opep antes próspero por causa da hiperinflação.

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