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Internacional Fernández promete corrigir erros após escândalo da 'vacina VIP'

Fernández promete corrigir erros após escândalo da 'vacina VIP'

Presidente da Argentina reconhece falhas do governo e diz que tomou as medidas necessárias para corrigi-las

  • Internacional | Da EFE

Alberto Fernández discursou ao lado da vice-presidente Cristina Kirchner

Alberto Fernández discursou ao lado da vice-presidente Cristina Kirchner

Natacha Pisarenko / Pool via EFE - 1.3.2021

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, referiu-se nesta segunda-feira (1º), durante seu discurso de abertura das sessões extraordinárias do Congresso, à "obrigação de corrigir erros" na campanha de vacinação contra covid-19, após o escândalo do fornecimento irregular de vacinas a pessoas ligadas ao poder.

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"Nenhum governo da Terra pode conceder a si mesmo o privilégio de não cometer erros, mas todo governo sensato tem a obrigação de corrigir esses erros para banir qualquer sinal de privilégio e falta de solidariedade", disse.

Ele também se referiu às medidas que tomou com "muita dor", como a demissão do ministro da Saúde, Ginés García González, e a tomada de decisão pela posse de Carla Vizzotti em seu lugar.

"Quando se disse que essas regras foram violadas, fiquei encarregado de recolher as informações pertinentes, embora pessoalmente me causasse muita dor, tomei as decisões correspondentes", acrescentou.

Escândalo da vacinação

Na semana passada, foi revelado o escândalo conhecido no país como "vacinação VIP", pelo qual várias personalidades ligadas ao governo receberam a vacina, ignorando a ordem estabelecida, provocando a saída de Ginés González García do Ministério da Saúde, sendo substituído por Carla Vizzotti, até então Secretária de Acesso à Saúde.

O próprio governo divulgou uma lista de 70 pessoas que fizeram parte dessa vacinação irregular, entre eles o ex-presidente Eduardo Duhalde e sua família e lideranças peronistas como Carlos Zannini e Daniel Scioli.

A Argentina, o terceiro país da América Latina com o maior número de casos do novo coronavírus depois do Brasil e da Colômbia, já registra mais de 2,1 milhões de infectados e 51 mil mortes por covid-19.

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