Internacional França: 27 pessoas foram presas por publicarem mensagens de ódio

França: 27 pessoas foram presas por publicarem mensagens de ódio

Segundo governo, plataforma Pharos, usada para denunciar mensagens ilícitas nas redes sociais, recebeu 1.279 alertas na última semana

Mensagens de ódio foram postadas em redes sociais

Mensagens de ódio foram postadas em redes sociais

Tracy Le Blanc/Pexels

O primeiro-ministro da França, Jean Castex, afirmou nesta sexta-feira (23) que 27 pessoas foram detidas no país, depois de publicarem mensagens de ódio nas redes sociais, uma semana após um professor ter sido assassinado por exibir em sala de aula charges do profeta Maomé.

De acordo com as informações dadas pelo chefe de governo em entrevista coletiva, a plataforma Pharos, lançada para que sejam denunciadas mensagem ilícitas nas redes sociais, recebeu 1.279 alertas nos últimos sete dias, que levaram às detenções realizadas.

Castez também indicou que estavam previstas 123 operações em casas de suspeitos, sendo que 56 já foram realizadas.

Na última sexta-feira, Samuel Paty, um professor de história e geografia em uma escola de Conflans-Sainte-Honorine, localizada a 30 quilômetros de Paris, foi decapitado por um refugiado russo de origem chechena, que, por sua vez, foi morto por policiais.

O Ministério Público Antiterrorista considera que há uma relação direta entre o crime e a campanha lançada contra o professor nas redes sociais, a partir da exibição das charges de Maomé aos estudantes, durante uma aula sobre liberdade de expressão.

Castex garantiu, sem dar maiores detalhes, que reforçará o projeto de lei que pode punir quem divulgue na internet dados de uma pessoa, que podem colocá-la em perigo.

Além disso, o chefe de governo prometeu uma maior proteção aos funcionários públicos que sofrem pressões, com as que foram feitas contra Paty.

O primeiro-ministro acrescentou que uma divisão especializada no monitoramento de redes sociais será criada no Ministério Público de Paris, enquanto os recursos da plataforma Pharos, gerenciada pela Polícia e pela Guarda Nacional, também serão aumentados.

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