Internacional França cria novos postos e aumenta salários de profissionais da saúde

França cria novos postos e aumenta salários de profissionais da saúde

O compromisso foi assinado junto com três dos principais sindicatos do país, que representam em conjunto a maioria da categoria

  • Internacional | Da EFE

Ministro da Saúde, Olivier Véran, anunciou um aumento de salários na saúde

Ministro da Saúde, Olivier Véran, anunciou um aumento de salários na saúde

LUDOVIC MARIN/ EPA/ EFE/ 27.05.2020

O governo da França anunciou nesta segunda-feira (13) ter chegado a um acordo com sindicatos da área de Saúde, para aumentar o orçamento para salários e criação de novos empregos em mais de 8 bilhões de euros (R$ 48,3 bilhões).

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"Esse esforço histórico quer ser, em primeiro lugar, um reconhecimento para os que estiveram na primeira linha na luta contra esta pandemia", afirmou o primeiro-ministro, Jean Castex, no fim da cerimônia de assinatura do compromisso.

O termo, que foi batizado como Ségur, em referência ao nome da avenida da cidade em que está sediado o Ministério da Saúde, é resultado de uma negociação iniciada no último dia 25 de maio, depois de superada a fase mais dura da pandemia da covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus, na França.

Segundo o ministro da Saúde, Olivier Véran, os primeiros beneficiados pelo acordo serão os mais de 1,5 milhão de funcionários dos hospitais, em particular, as enfermeiras, além de operadores de máquinas, maqueiros e do setor administrativo.

Todos poderão ter aumento salarial de cerca de 300 euros (R$ 1,81 mil).

Véran explicou que, no caso das enfermeiras, considerando a alta prevista no valor da hora extra, a elevação na remuneração poderá chegar a 400 euros (R$ 2,41 mil).

Para os médicos, o acordo contempla um investimento de 450 milhões de euros (R$ 2,72 bilhões), para tornar mais atrativo para esses profissionais o emprego em hospitais.

O ministro da Saúde ainda revelou que a ideia é abrir cerca de 15 mil postos de trabalho no setor.

O compromisso foi assinado junto com três dos principais sindicatos da França, que representam em conjunto a maioria da categoria. A Confederação Geral do Trabalho (CGT), que agrega um terço dos funcionários do setor, no entanto, ficou fora.

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