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Internacional França descarta 3º confinamento por enquanto, mas reforça medidas

França descarta 3º confinamento por enquanto, mas reforça medidas

Governo ainda tenta conter avanço da covid-19 com medidas como maior toque de recolher em locais mais afetados pela pandemia

  • Internacional | Do R7

Museus como o Louvre permanecerão fechados na França

Museus como o Louvre permanecerão fechados na França

Christophe Petit-Tesson / EFE - EPA - 29.12.2020

O ministro da Saúde da França, Olivier Véran, disse nesta terça-feira (29) que o governo quer evitar um terceiro confinamento nacional ou local, mas que o toque de recolher poderá ser antecipado para as 18h nas regiões mais afetadas pela pandemia do novo coronavírus caso a situação não melhore nos próximos dias.

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"O que descartamos é a ideia de um confinamento geral ou local. Em vez disso, vamos propor uma ampliação do toque de recolher obrigatório das 20h para as 18h nos departamentos onde a taxa de incidência está acima do nível nacional", disse Véran em entrevista à emissora "France 2".

Diante do agravamento da situação nas regiões de Auvérnia-Ródano-Alpes, Grande Leste, Alpes Marítimos e Borgonha, onde muitos dos representantes políticos já pediram restrições mais rigorosas e até mesmo o confinamento, o governo prometeu acompanhar de perto a situação.

Atenção aos números

Fontes do Ministério da Saúde explicaram na terça-feira que os próximos dias serão dedicados ao acompanhamento da evolução da epidemia nestes territórios e à negociação com os representantes locais de possíveis medidas, que seriam aplicadas a partir do sábado, dia 2 de janeiro, até uma data a ser definida.

Véran, que disse em entrevista ao "Le Journal du Dimanche" no domingo que não podia excluir a possibilidade de um terceiro confinamento, quis encerrar nesta terça-feira os rumores e especificar que esta não é a melhor opção neste momento.

Contudo, explicou que será preciso esperar até a primeira quinzena de janeiro para ver se a situação permite a reabertura de bares, restaurantes e academias em 20 de janeiro, como anunciado, após quase três meses de fechamento.

O ministro também não confirmou se os museus e teatros poderão reabrir as portas em 7 de janeiro, após ter de cancelar no último minuto a reabertura, inicialmente prevista para 16 de dezembro.

"Temos de ver o efeito das férias de Natal, em meados de janeiro saberemos mais claramente. Mas, de qualquer forma, não poderemos suspender todas as medidas. Parece difícil projetar um inverno ameno que nos permita relaxar", argumentou.

Segundo o ministro da Saúde, a média nacional de infecções diárias na França se situa entre 10 mil e 15 mil casos todos os dias, longe da meta do governo, de 5 mil.

O país iniciou a campanha de vacinação em alguns lares de idosos no domingo. Nesta primeira fase, o governo pretende vacinar um milhão de pessoas em risco com mais de 65 anos de idade.

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