Coronavírus

Internacional França pede que cidadãos evitem férias em Portugal e Espanha

França pede que cidadãos evitem férias em Portugal e Espanha

Com chegada do verão e relaxamento das medidas de restrição, número de casos voltou a subir nestes países

AFP
França pede para cidadãos não passarem férias em Portugal e Espanha

França pede para cidadãos não passarem férias em Portugal e Espanha

Pedro Nunes/Reuters - 17.5.2021

O secretário de Estado francês para Assuntos Europeus, Clément Beaune, recomendou a seus concidadãos, nesta quinta-feira (8), que evitem passar férias na Espanha e em Portugal, devido à alta incidência de covid-19.

"Aqueles que ainda não reservaram suas férias, evitem. Vamos evitar Portugal e Espanha", disse Beaune em entrevista à emissora de televisão France 2.

"É melhor ficar na França, ou ir para outro país", acrescentou o ministro.

Beaune destacou a Catalunha em particular, onde, segundo ele, "muitos franceses vão para festas, ou passam o verão".

Com a chegada do verão boreal (inverno no Brasil) e com a redução das medidas - como o levantamento da obrigação de usar máscara ao ar livre em todos os momentos -, a incidência na Espanha disparou nos últimos dez dias, sobretudo, entre os mais jovens.

Em Portugal, também se registra um aumento dos casos de covid-19. De acordo com um relatório divulgado na terça-feira (6), a variante Delta representa quase 90% dos novos casos de coronavírus confirmados.

O secretário disse que o governo francês acompanha de perto a evolução do quadro nestes dois países, acrescentando que pode haver, "nos próximos dias", um "reforço das medidas restritivas".

Na segunda-feira (12), o presidente Emmanuel Macron presidirá um Conselho de Defesa excepcional, dedicado às questões sanitárias. Na reunião, entre outros assuntos, vai-se discutir o avanço da variante Delta no país.

O vírus "volta a ganhar terreno", devido à variante Delta, que representa "mais de 40% dos contágios" na França, disse o porta-voz do governo, Gabriel Attal, na quarta-feira.

O número de novos casos aumentou mais de 20% em sete dias e, entre os jovens de 20 a 29 anos, a taxa de incidência praticamente dobrou em uma semana, acrescentou.

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