França soma 22.856 mortes por coronavírus e avalia flexibilização

Número de novos óbitos vem caindo nas últimas duas semanas, e governo analisa a redução do isolamento nacional iniciado em março

Número de pacientes com alta de UTIs na França superou o de internações

Número de pacientes com alta de UTIs na França superou o de internações

Christian Hartmann/Reuters - 17.4.2020

O número de mortos por coronavírus na França aumentou em 242, para 22.856, informou o Ministério da Saúde neste domingo (26), enquanto o governo se prepara para analisar como pode flexibilizar um isolamento nacional que está em vigor desde meados de março.

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A taxa de novas mortes vem caindo nas últimas duas semanas, encorajando aqueles que desejam que a França comece a suspender as medidas de confinamento.

O número de pacientes com alta de UTIs (unidades de terapia intensiva) também superou o número de pessoas que entram nessas unidades.

O isolamento ordenado pelo presidente Emmanuel Macron para conter a propagação do vírus está em vigor desde 17 de março e deve ser retirado em 11 de maio.

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Macron pretende afrouxar algumas das medidas em 11 de maio, reabrindo inicialmente as escolas, embora o governo ainda não tenha finalizado como isso pode funcionar na prática.

A França também ofereceu algum alívio aos varejistas, dizendo que pretende determinar que eles reabram em 11 de maio, mas algumas restrições podem permanecer em certas áreas para conter possível nova onda do vírus.

O primeiro-ministro Edouard Philippe deve apresentar o plano do governo de flexibilizar o isolamento em 28 de abril ao Parlamento, que então votará as medidas.

Philippe escreveu em sua conta no Twitter no domingo que o plano do governo se concentrará em algumas áreas principais - saúde pública, escolas, empresas, transporte público e reuniões públicas.

O comitê científico que aconselha o governo sobre a pandemia escreveu no fim de semana que crianças em idade escolar de 11 a 18 anos deveriam usar máscaras.

Os políticos também estão discutindo se devem ou não prosseguir com um aplicativo de software e telefone celular para rastrear o coronavírus, com algumas pessoas expressando preocupações sobre o potencial de violações de privacidade.